segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Pequenas bobagens, grandes desafios



Pode parecer ridículo, mas grande maioria das brigas entre casais são sobre coisas banais. É a lâmpada que se esqueceu de apagar, a porta que ficou aberta, a toalha molhada esquecida sobre a cama, um objeto no lugar errado, e assim vão milhões de pequenas coisas que ficariamos horas para listar...


Se pequenos detalhes são geradores de uma discussão boba, imagine quanto o assunto é serio mesmo, como uma traição ou ainda uma agressão, tambem muito comum entre casais que se desentendem.

Se pararmos para pensar nos motivos de nossas brigas, podemos nos surpreender, pois as discussões de maneira geral, começam por uma coisa a toa, para de repente chegar em algo muito mais sério e, que geralmente, não tem nada a ver com o motivo inicial da discussão. Pode ser que uma lampada acesa, seja o estopim de eu me sentir sempre criticada, rejeitada ou mal amada pelo meu parceiro , e daí milhoes de situações podem surgir , por causa de uma simples lampada, que esqueceu-se de apagar...

É quando então paramos para pensar em todas as bobagens que muitas vezes dizemos um para o outro, com o intuito de ferir e magoar. Lembramos do motivo original e nao encontramos uma razão que justifique todo o acontecimento. Acabamos perdendo a noção do limite , do saber até aonde podemos ir, desrespeitando regras e a politica da boa convivencia. E quando nos lembramos do motivo, a coisa então fica pior ...

Importante nesse momento é ter o discernimento de saber que se o outro esta implicando por uma coisa tão banal, como a ter deixado a lampada acesa... é porque no fundo ele não esta bem, e aquele motivo fútil , talvez esteja servindo apenas de subterfúgio para que não venham à tona, coisas que no fundo, não se queira enxergar ou admitir.

Muitas vezes, certas implicancias, tem outros motivos ocultos, como por exemplo estar irritado consigo mesmo e entao descontar esta irritação em pequena s bobagens do do dia-a-dia. Tudo isto pode acabar funcionando como uma válvula de escape, que fica mais facil ser projetado no outro, do que encarado por si mesmo...


Então caberia a quem tem uma maior consciencia, dar o braço a torcer, tipo "deixar prá la" , relevar, ou até mesmo, nao dar uma importancia tão grande ao fato. No fundo se eu me magoo é porque sou uma pessoa magoavel, se me irrito é porque sou uma pessoa irritavel... então caberia a mim a tarefa de saber lidar com este tipo de situação, não levando as coisas tão a sério, porque se dermos corda, a coisa vai espichar e de uma coisa minima, poderemos nos deparar com "problemão" , que no final poderá nos vencer.

Sei que é difícil, mas não me parece impossível deixar pequenas coisas do dia-a-dia para lá, quando sabemos que bobagens, tambem podem ser transformadas em vilões que dificultam a politica da boa convivencia doméstica..
O segredo está em saber driblar todas estas situações e verificar que , talvez , a outra pessoa tenha lá o seu fundo de razão. E no final das contas, por que nao dar razão ao outro, em prol da paz?

Esperar que o outro nos compreenda e nos aceite, é uma coisa quase impossível ...entao caberia a nós a tarefa de percorrer o caminho inverso - tentar aceitar e compreender o outro, dentro das suas limitações , percebendo que se eu mudo a minha postura, posso corrigir a ótica distorcida da realidade do outro e, assim modificar toda uma situação.

Se pararmos para pensar racionalmente, para que brigar? Será que uma briga por pequenas bobagens diárias vale à pena? Estraga-se um dia, uma semana e às vezes, dependendo do orgulho de cada um, meses...
São semanas de cara virada, mau humor, impaciência, intolerância, e tudo , muitas vezes, por causa de coisas que no fundo , nem sabemos por que chegaram naquele ponto.

Dar o braço a torcer, requer sabedoria e maturidade por parte daquele que procura entender e compreender o outro... Não é fácil, pois geralmente abre-se mao daquilo que , muitas vezes, colocamos como prioridade na nossa vida : o orgulho.

Este velho conhecido que tantas e tantas vezes, nos distancia das pessoas e da gente mesma , fazendo com que fiquemos pequenos e indefesos, quando na maioria das vezes, nos iludimos achando que somos grandes...

Por Tania P.de Souza - STUM

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