quinta-feira, 28 de abril de 2011

Não exijam tanto de nós.....Excelente texto !



Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.

Uma das mentiras:


É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe,
esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante
.

É muito simples: não podemos
.


Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite,
quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante


Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?


Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.


Ah, quanta mentira!


Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que
faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.


Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.


Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas:
tempo e dinheiro.

Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.


É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma
happy hour.


Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de
produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.


Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo
combine sem que um só minuto seja perdido.


Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.


E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver .

Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas
sem as quais não se pode viver:

ar, água e pão.


Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.
Parabéns para quem consegue fingir tudo isso....


Danuza Leão

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Perdendo o seu amor por medo de perdê-lo



Temos em mente que a outra pessoa é nossa, ela nos pertence por inteiro e se essa premissa é assumida como correta, única e verdadeira, inicia-se, então, o sofrimento.

Para atingir o estágio supremo do amor incondicional, só existe uma forma: criar um relacionamento no qual o respeito, a admiração e o companheirismo sejam os tripés de sustentação.


Respeite o outro por inteiro, incluindo seus desejos e anseios pessoais e seu estágio de crescimento pessoal. Admire as atitudes do outro e sempre aprenda com elas e seja companheiro em todos os momentos.


Os pensamentos e emoções são o nosso combustível energético diário, observe-os, eles revelam tudo relativo a você. Pensamentos e emoções positivas representam equilíbrio energético e conexão com o futuro; pensamentos e emoções negativas, em excesso, representam conexão com o passado, e o passado já foi... não pode fazer parte de sua vida hoje.


Em um relacionamento, é muito importante estar sempre em contato com o que estamos sentindo para descobrir o que está motivando o nosso comportamento.


Sabe aquela pessoa muito tolerante e completamente resignada, é ela mesma a pessoa que será vítima do amor, pois ela não está de fato demonstrando o que está sentindo nem tão pouco ouvindo suas emoções.


É por medo de perder o seu amor que acaba perdendo... Se isto não acontecer em um primeiro momento, neste caso, a pessoa passará a se tornar a segunda ou terceira pessoa da vida deste alguém. Só podemos nos colocar e nos posicionarmos na vida de outra pessoa se criarmos o espaço necessário para isso. Ninguém enxerga quem está de joelhos aos seus pés, pois sempre olhamos para a frente.


Uma outra reação inerente ao ser humano é a seguinte: se não conseguimos em nossa vida o que desejamos, reagimos com raiva e ressentimento.


O início de toda cura energética se estabelece quando descobrimos o bloqueio original que está desencadeando tal situação. Isto se faz através da mesa radiônica quântica, tanto a identificação como a eliminação de tal bloqueio.


Outro ponto importante a ser colocado, é que temos que ser donos de nossa própria vida e nunca dependentes emocionais de alguém. Quando acreditamos que a felicidade está na mão do outro ou que as nossas carências podem ser satisfeitas pelo outro, temos medo de revelar-lhe o que realmente pensamos, temos medo ainda nesta fase de expressar nossos sentimentos mais profundos, e sabe por quê? Porque temos medo de perder o outro e, então, ficar sem a muleta emocional que tanto precisávamos para caminhar. Nesse exato momento, nossa auto-estima desaba e nosso amor-próprio vai por água a baixo.


Uma coisa é como de fato sentimos o amor e outra é como nos foi colocado ao longo do tempo que as coisas deveriam ser... Muitas vezes, projetamos em nossos relacionamentos situações que nunca vão ocorrer porque o outro não tem condições emocionais de corresponder ao que estamos projetando como o ideal de vida.


O amor não se molda a nenhum conceito ou comportamento pré-estabelecido, ele é a experiência de nos mostrarmos como realmente somos.


Tentar sufocar o outro com controles exagerados, excesso de ciúmes e suposições infundados somente fará com que o outro tente a todo custo se manter cada vez mais de longe de você!


A decisão de mudar é um excelente passo, pois lhe fará perceber o que há por trás de um relacionamento doentio; o outro, com suas atitudes, irá sempre lhe mostrar como você se trata. Que dura realidade a ser percebida!


Se o outro não lhe dá amor, se a trata com desdém e lhe coloca em segundo plano, será que não é isso que ao longo do tempo você fez com você mesmo?


Temos que, neste momento de descoberta, procurar ajudar e tentar entender o porquê de vivermos determinadas situações que não podem fazer parte da vida de ninguém... nunca se sinta a segunda pessoa na vida de ninguém. Você é muito importante para ser colocada em segundo plano.


Você age com você como quer que a outra pessoa haja; você é a companhia que deseja, você é o seu complemento, seu melhor confidente. Como anda nesse momento a sua relação consigo mesmo? Analisando a resposta que ficou dentro de você... poderá neste momento decidir modificar a sua vida e o seu relacionamento.


Há alguns anos, atendi uma pessoa, que reclamava sobre o seu relacionamento, sentia-se deixada de lado e achava até que o marido tinha outra pessoa.


Disse, então, a ela tudo que coloquei acima... que o problema era ela! Num primeiro momento, ela se assustou e até se espantou, pois achava que o marido é que não prestava, segundo suas palavras. Eu tentei, antes de iniciar o trabalho de equilíbrio pessoal, mostrar-lhe que em algum momento seu de vida ela havia mudado o seu comportamento e, portanto, tudo que estava ocorrendo era reflexo disso.


Iniciamos, então, o atendimento fazendo todo o equilíbrio de frequências energéticas e depois a completa verificação dos possíveis bloqueios que deram origem a tal situação.


O primeiro bloqueio que identifiquei foi um enorme processo de rejeição, em sua infância, gerando carência afetiva e tentativa de a qualquer custo ser amada pelo outro, chegando a sufocá-lo. N um segundo momento, identifiquei como bloqueio a perda de seu pai, que representava a ela todo tipo de segurança, mesmo que não a utilizasse incluindo a parte material e emocional.


A partir disso, ela começou a largar a sua auto-estima de lado e tornar-se uma pessoa possessiva e descontrolada; ninguém suportava ficar ao seu lado. Outra fuga encontrada foram os remédios para se acalmar e para dormir.


Fizemos toda a cura pela mesa radiônica e o resultado foi o desabrochar de uma nova mulher repleta de beleza, segurança e autoconfiança, além de independência pessoal. Hoje, tenho dúvidas se não é o marido que está tentando sufocá-la por medo de perdê-la...


Esta minha última colocação foi somente uma brincadeira... a fim de expor o quanto a diferença em seu comportamento ficou marcante.


Ela decidiu curar-se e modificar o seu comportamento com o objetivo de reconquistar seu grande amor!


Por Maria Isabel Carapinha

Socorro! Me livre destes sentimentos!


Final de semana na montanha... que lugar lindo que é Campos do Jordão, renovador de energias pelas suas belas paisagens e pelo ar puro da montanha, além da paz e sossego próprios do lugar.

A beleza está em cada parte do caminho, na estrada, o verde maravilhoso das montanhas com uma infinita mistura de cores, as flores que sempre encontramos apesar do frio, as pessoas, os irresistíveis sabores da culinária que tem tradição no local, além do chocolate típico .

Tudo isso renova, sim, a nossa energia!

No sábado de manhã, tomando café da manhã no hotel, surpreendi-me com uma cena que vejo fazer parte da vida de muitas pessoas e resolvi, então, compartilhar com vocês, a fim de alertar a todas que essa realidade pode deixar de fazer parte de sua vida também.


Na mesa ao lado da nossa, estava um casal de idosos, que como nós também gostava de acordar cedo. Passada uma hora mais ou menos, porque esses locais consomem o nosso tempo em papo sem percebermos, sentou-se um casal um pouco mais jovem.


A mulher, então, começou a reclamar e a descrever tudo que vinha sentindo após o diagnóstico do pânico e os remédios que estava tomando. Reclamou da estrada com muitas curvas, da sensação horrível que tinha sentido ao sair de casa, por conta da pressa do marido, reclamou também que ele corria muito, do trânsito insuportável para sair de São Paulo.

Descreveu toda a sensação que tinha no trabalho, que tudo era ruim.

Todos que a acompanhavam, nem estavam dando muita atenção ao que ela falava, pelo que pude observar o discurso devia ser sempre o mesmo, independente do local onde se encontravam.


Comecei a pensar sem julgamento... na realidade, agradeci o momento, pois daquela observação sairia um texto que tenho absoluta certeza irá poder ajudar muitas e muitas pessoas, que se encontram em situações parecidas, a saírem desta frequência energética.


Quantas e quantas vezes em nossas vidas levamos uma mala de problemas conosco! Essa mala se torna tão pesada que requer toda nossa atenção, e o que está à nossa volta simplesmente não existe... Toda aquela beleza que descrevi, a pessoa simplesmente não observava porque a sua mala de problemas precisava de toda a sua atenção.


Em primeiro lugar, é muito importante que você observe se está desta forma. Perceba se você reclama o tempo todo, se não se satisfaz com as coisas que vive, se se cansa e culpa o comportamento de todos à sua volta. Se respondeu sim, pelo menos, a algumas destas questões, tenha absoluta certeza que você está com problemas.

Um dia, ouvi de um amigo psiquiatra uma frase que nunca mais esqueci. Ele dizia: no dia que você achar que o mundo inteiro está errado e somente você está certo, procure ajuda, você não está nada bem.
Tudo isso pode deixar de fazer parte de sua vida, de imediato, basta você querer!

O pânico é, sim, uma doença moderna, devido ao ritmo de vida imposto e que você permite incorporar em sua vida. Como doença, requer cuidados e cura, mas não o cultivo de situações, ou seja, quanto mais verbalizamos o que sentimos, mais intensidade se dá para aquilo fazer parte de nossa vida.


O pânico requer tratamento, pois há carência cerebral de algumas substâncias químicas que precisam ser repostas, mas, mais do que tudo isso requer que você decida se curar.

Um dia ouvi também de uma psiquiatra que hoje também se tornou minha amiga, que o tratamento com o remédio é responsável por 30% da cura os outros 70% são de responsabilidade do paciente mudando seus hábitos de vida.

Quem gosta de viver com uma pessoa que tem um comportamento pessimista todo o tempo, que só reclama e fala de coisas ruins; que sempre compara a sua vida com a dos outros, que nunca se realiza com nada que lhe acontece, que nunca esboça um sorriso? Será que você não está se isolando do mundo por conta de ter um comportamento assim? Será que seu relacionamento afetivo não está afundando por conta disto?


Puxa! Como é difícil admitir que o problema está conosco, mas este é o passo inicial para a mudança, é como decretar para você mesmo que não quer mais viver assim!

Todas as situações de pânico estão associadas a um bloqueio energético que o desencadeou; esse bloqueio muitas vezes é inconsciente, ou seja, você não se lembra, porém, ele existe e enquanto não for identificado, você não se curará por completo.

A radiestesia leva você à identificação exata deste momento e situação que desencadearam o pânico em sua vida e pelos desbloqueios energéticos; faz com que o sentimento vivido naquele momento seja transmutado e você deixe a energia vital fluir novamente. Neste ponto, me refiro aos 70% da cura que são de sua responsabilidade, ou seja, vamos identificar o que desencadeou tudo isso e, então, eliminar.


Não permita que nada de ruim faça parte de sua vida, nunca! Observe sempre se o problema não está com você e procure ajuda, pois, como sempre digo: o sofrimento, a angústia, a depressão e a tristeza não podem e não devem fazer parte de sua história. Procure sempre ajuda para sair destas situações.


Como é bom viver feliz e de bem com a vida. Na sua próxima viagem, leve somente a sua mala de pertences necessários, pois a mala de problemas não precisa fazer parte de sua vida!

Por Maria Isabel Carapinha

Sobre os Sonhos


Todos os dias, ao dormirmos, nossa mente consciente entra em um estado de repouso, com baixa atividade, mas isso não significa que estamos totalmente inativos. O inconsciente que, na verdade, ocupa a maior parte do trabalho mental, permanece elaborando material de diversas origens, construindo aquilo que chamamos de sonhos. Dessa forma, apesar de muitas vezes dizermos que dormimos e não sonhamos, isso nunca acontece. Apenas não nos lembramos deles.

Mas o que é um sonho? Ele tanto pode ser uma atividade dos conteúdos reprimidos do inconsciente, quanto ser uma atividade espiritual de projeção da consciência adormecida.
Essa vivência espiritual pode levar a encontros com outras individualidades em estado fora do corpo físico, pode levar a recordações de vidas passadas, ou ainda à captação de registros sobre perspectivas futuras, naquilo que chamamos de premonição.

Todas essas possibilidades ocorrem com freqüência muito maior do que imaginamos e é preciso saber distingui-las daquelas outras provindas do inconsciente. A principal diferença está no fato de que o material inconsciente se apresenta em formatos simbólicos e quase nunca reais, utilizando-se de símbolos universais e símbolos pessoais, fruto das experiências de cada pessoa.
Já as projeções da consciência, possuem imagens e histórias mais reais, com encontros com pessoas falecidas, vivência de fatos em outras épocas da história, ou visão de acidentes e ocorrências que poderão se suceder.

Mas os conteúdos do inconsciente é que irão marcar a maioria de nossos sonhos, acontecendo quase que diariamente.

Sua construção se baseia no fato de que ao longo de nossa vida, principalmente, nos anos da infância, existem frustrações inevitáveis de nossos desejos que nem sempre conseguimos elaborar. Elas então são reprimidas para a zona inconsciente, como uma forma de proteção do psiquismo contra uma angústia que ele não consegue suportar.


Contudo, esse material, apesar de reprimido, continua ativo, e vai sendo, inclusive, alimentado por novas ocorrências que se lhe assemelham, fortalecendo o fato anterior naquilo que vai se tornando um complexo. Pois, ao longo da vida, a força desse material gera estados de insatisfação, ansiedade e angústia, sendo muitas vezes despertado por ocorrências que funcionam como um gatilho para a sua eclosão, que será quase sempre através da emoção reprimida, sem que o fato que lhe corresponda venha à tona.

Como esses acontecimentos vão se tornando insuportáveis para a mente consciente, marcados por muita angústia, ao dormir o inconsciente libera parte desses fatos e suas emoções como uma forma de aliviar as tensões intrapsíquicas. Para que o consciente não realize a censura que reprimiu o conteúdo originalmente, então, os fatos emergem em um formato simbólico, como que a tentar enganar as forças repressoras da mente. Basicamente isso é um sonho produzido pelo inconsciente diariamente.

Claro que, para explicar melhor esse mecanismo, necessitaríamos aprofundar outros conceitos psicanalíticos que não caberiam neste espaço. Mas escrevemos estas linhas para mostrar a importância dos sonhos em nossas vidas. Sem eles provavelmente enlouqueceríamos, pois o psiquismo não suportaria suas tensões internas.

Mas a importância dos sonhos reside também no fato de que, ao conseguirmos interpretá-los, podemos compreender melhor as forças inconscientes que governam nossas vidas, os fatos do passado que não foram devidamente resolvidos e que continuam à espera de solução, interferindo nas nossas decisões e estados emocionais. É como se esses fatos ficassem exigindo sua repetição para que, então, dêem outro final à sua história. Eles nos levam, assim, a fazermos coisas que não gostaríamos, mas que buscamos inconscientemente. Interpretando os sonhos, podemos tornar conscientes essas demandas do inconsciente, passando a ter mais lucidez sobre nossas decisões.

Por João carvalho Neto


Irradie luz


Sempre ouvi dizer que há muitas portas psicológicas para serem escolhidas durante a vida. Tais aberturas estão à nossa disposição nas diversas situações (complexas e simples) em cada desafio pessoal. Cabe-nos escolher a mais segura para adentrarmos os seus umbrais, mas nenhuma escolha é fácil, talvez, por isso, quase sempre, escolhemos erradadamente.

Se você não sabe por qual delas passar, sugiro ficar diante de alguma(s) e fazer as seguintes reflexões: aonde esta porta vai me levar? O que vou querer depois de atravessar os seus umbrais? Quem, ou o que, me espera lá dentro?
Acredito que uma boa reflexão antes de qualquer escolha nos dá uma certa vantagem para selecionarmos bem o melhor para nós.

Uma coisa importante na hora de escolher é ter coragem para decidir, sem titubear, assumindo riscos. Se estiver errado, você saberá dar
meia volta e volver. É possível que o caminho de retorno seja mais longo e áspero, mas é melhor voltar do que continuar na decisão errada.
Para conturbar as nossas escolhas, os inimigos astrais conseguem nos influenciar com métodos escusos e tenebrosos, que envolvem lavagem cerebral e programações hipnóticas poderosíssimas a fim de inibir ou neutralizar a nossa vontade.

A sua forma de ataque é muito perversa, incluindo procedimentos de guerra altamente treinados e sofisticados, como: observação, controle, implantação, falsas crenças, roubo de energia e morte.
Os guerreiros das trevas aplicam engodos milimetricamente arquitetados com base em todas as informações obtidas da própria vítima e destroem-na sem dó nem piedade, objetivando deixá-la, literalmente, na lama.

Trata-se de egrégoras poderosas que agem em bando sem o menor pudor e sem qualquer misericórdia.
Ao adentrarmos a porta psicológica selecionada, devemos ter muita força (orai) e cuidado (vigiai) para enfrentar os desafios do mundo físico e extra-físico. É preciso ainda ter muita força de vontade e discernimento para não se enveredar pelos caminhos dos enganos urdidos pelas forças tenebrosas.

Não adianta, entretanto, ter determinação e continuar pactuado com situações, energias, seres e locais traumáticos ou traumatizados pelas nossas ações. Pois, isso só nos manterá presos às realidades passadas que não vão permitir a nossa continuidade no fluxo da existência, em busca de outras experiências e de outras modalidades de desafios, capazes de nos fornecer melhor entendimento sobre a nossa condição de seres eternos.
Não serve avançar dois passos e retroagir quatro outros simultaneamente, já que, dessa forma, a pessoa nunca sairá da posição onde se estagnou, não podendo, portanto, buscar a sua verdadeira realização. Os travadores psicológicos e emocionais estão dentro de cada pessoa.

São eles que obliteram a nossa visão e nos impedem de seguir a jornada livres de medos, culpa, remorsos ou apegos excessivos.
Penso que seja necessário, urgentemente, cada indivíduo tentar remover os tais obstáculos astrais, emocionais e psicológicos a fim de possibilitar-lhe uma caminhada mais leve e menos sofrida. Quando eles forem destruídos, as forças externas não encontrarão chance de atuar veementemente sobre nós e acabarão nos deixando livres para seguir. No entanto, estas consciências macabras estarão sempre à espreita, buscando uma única brecha para adentrar e destruir o nosso império espiritual. Por isso, todo cuidado é pouco.

Nossas células ativam o propósito divino das realizações em toda a vida e possibilita que todos entendam os sagrados mecanismos dinâmicos da essência, em forma de existência, das nossas verdadeiras conexões (luz e trevas). A humanidade precisa entender o quanto é valiosa para os dois lados, em constante conflito, e como ela é subjugada por seres de propósitos escusos, visando a escravizar, sugar energias, deprimir a mente, iludir as emoções e tantos outros processos ardilosos.
Ninguém precisa acordar, pois a grande maioria não está disposta a recobrar os sentidos (infra) dimensionais.

Entretanto, é importante dizer que muitos estão imersos num oceano de ilusões, recheado de perigos suficientes para mantê-los escravizados mental e espiritualmente por milhões de anos.
Em toda a criação há muitos perigos escondidos, os quais, muitas vezes, nos iludem e, em outros momentos, a eles nos associamos.

Quando nos damos conta, já é tarde demais para deles sairmos ilesos. Dessa for,ma, todo o cuidado é pouco diante dos percalços e dificuldades na jornada infinita a qual estamos fadados a seguir.
Nesta caminhada, precisamos agir como motoristas prudentes que prestam atenção em todas as esquinas e vielas, atendendo aos alertas das placas e dos semáforos. Assim, teremos chance maior de chegarmos ao destino pré-estabelecido.

Alguns humanos vivem como se nada estivesse a acontecer consigo, ou ao seu redor. Mas, nas dimensões astrais, podem temar conhecimento do turbilhão de conflitos, dúvidas (embora não se lembrem quando estão no corpo físico) e questionamentos insuflados em toda a manifestação da 3D, com o objetivo de minar as verdadeiras crenças e as realidades individuais. No processo de escolha, a sensação de muitos é, possivelmente, de incompletude, de vazio ou de impotência perante os mistérios da existência em todos os níveis, pois toda opção envolve uma perda, inexoravelmente. Os prazeres terrenos, os (supostos) amigos, o trabalho, a novela, as festas, o futebol, entre outros, iludem os sentidos e as emoções com grande facilidade.

Assim, muitas pessoas permanecem na 3D sem dificuldade, porém, incompletos.
Desejo que a Grande Força do Criador dos Mundos acenda em todos a vontade de questionar e de se incomodar com o sofrimento, com a tristeza, com a fraqueza, com as ilusões, com os medos, com as culpas, com os flagelos para que, desses aprisionamentos, os seres humanos se libertem por todo o eterno agora. Que a grande presença do Eu Sou irradie luz a todos os seres do Universo e permita o fim de todas as formas de controle e escravização. Adonai Tsebaioth

Por Gesiel Albuquerque


Ego: nosso real obsessor


Não há pior "inimigo" que nosso próprio Ego. Porém, este não é o tipo de inimigo que precisamos aniquilar, mas apenas conduzi-lo, de forma amorosa, ao seu devido lugar: parceiro entregue de nosso Eu Real. Enquanto o Ego resiste a essa idéia, ele nos manipula, sabota e determina tudo o que acontece em nossa vida, de acordo com suas necessidades e vontades mesquinhas, ignorantes e arrogantes.

Ele acredita ser o único que "sabe do que realmente precisamos", e que nosso Eu Real é seu inimigo e que quer destruí-lo. Por conta disso, a cada tentativa de nosso Eu Real em se manifestar, o Ego se arma ainda mais na tentativa de interditá-lo. Para isso, faz qualquer coisa, mesmo que seja algo muito ruim para nós, o importante é nos desviar dos caminhos que nos levam ao nosso Eu Real. É por isso que vivemos nos prejudicando, enquanto estamos ocupados em culpar o mundo por nossos reveses, só para que não possamos perceber quem é o verdadeiro "culpado" de todas as nossas dores: nosso Ego.


Quanto mais evoluímos e despertamos a consciência para a nossa realidade divina e quanto mais permitimos que nosso Eu Real atue com sua poderosa presença em nossa vida, mais nosso Ego se levanta contra ele e mais busca meios de nos manipular, na intenção de sabotar toda influência benéfica do Eu Real. O Ego nos obsedia, nos fazendo prisioneiros de nossas crenças em nossos pecados, erros, culpa e medos, que tão ignorantemente, acreditamos ter. Quando nos deixamos manipular por uma força tão destrutiva quanto a de nosso Ego que está aterrorizado pela possibilidade de vir a perder o poder sobre nós, nossa freqüência vibratória cai, nossa energia fica mais densa e acabamos nos perdendo em pensamentos e sentimentos negativos e destrutivos.
Nosso Ego quer nos levar a entrar cada vez em mais desequilíbrio, e faz com que acreditemos que somos maus e que merecemos castigo, o que o faz criar mecanismos de autodestruição. E

le é incansável em seus intentos. Quanto mais nos aprisionamos nisso, mais frágeis e sensíveis nos sentimos, abrimos nossa guarda, nossa autoproteção e acabamos por vibrar tão negativamente, que atraímos forças externas, os tais obsessores que tanto tememos. Eles passam a nos influenciar, mas quem está no comando, decidindo e permitindo essa influência, é o Ego, tudo começa e termina a partir dele.

Quando se sente muito ameaçado pelo poder de nosso Eu Real, fazendo com que se sinta muito vulnerável, ele lança mão de "ajuda externa" e "pede socorro" aos obsessores de plantão ou dá permissão a obsessores "antigos" (por questões de outras vidas), para que passem a ajudá-lo a nos fazer entrar em grande desequilíbrio, pois dentro deste, nosso Eu Real fica totalmente impotente para nos ajudar a resgatar o equilibrio em que estávamos. Portanto, é o nosso Ego que nos atormenta, fazendo com que nos mantenhamos presos em pensamentos obsessivos, é ele quem nos faz criar as ilusões, os medos, criar dificuldades desnecessárias ou que não existem, tudo acontece dentro de nós e não fora.
Nenhum obsessor pode nos influenciar, sem que tenha permissão para isso. Nós temos nosso poder pessoal, que determina a interdição de qualquer influência externa. Mas quando abrimos mão desse poder e o entregamos ao Ego, aí sim ele nos entrega ao obsessor. Ele prefere nos ver em sofrimento, a ter que sofrer pela perda de poder. Algumas vezes, isto nem ocorre, e não estamos influenciados por obsessores, mas como temos a crença nas forças sinistras que tentam nos atacar e como isso também nos ajuda a entrarmos num papel de "vítima de obsessores", como que nos eximindo de nossa culpa, acabamos por nos render a eles, apenas porque isso acaba se tornando mais cômodo. Sei que é difícil pensar que fazemos isso, pois isso nos parece algo insano, não conseguimos conceber a idéia que nós deixamos que obsessores nos influenciem só para que possamos nos livrar de nossa culpa, sendo que essa influência é tão destrutiva e assustadora.

Mas infelizmente, esta é uma verdade.
Volto a reforçar que nem sempre estamos obsediados, o verdadeiro obsessor é o Ego, que nos atormenta com suas investidas e nos faz acreditar que estamos sendo vitimas de influências espirituais, para que desviemos o olhar que possamos ter sobre ele e, assim, possa se manter no poder, mesmo que o custo disso seja o nosso desequilíbrio. Quando estamos em equilibrio, nos contatamos mais facilmente com nosso Eu Real, assim, manter-nos em desequilíbrio é uma arma do Ego contra nossa liberdade. Portanto, se nos sentirmos obsediados - independentemente de isto estar ocorrendo ou não -, o melhor passo que devemos dar, é no sentido de voltarmos o olhar para dentro de nós, para confrontarmos nosso Ego, como que a lhe dizer: eu sei o que você está tentando fazer, sei que somente você é o responsável por meu desequilíbrio. Eu ordeno que se entregue, de forma suave e confiante, aos cuidados de nosso Eu Real, para que Ele nos guie. Você está fazendo de nossa vida um inferno, todos os caminhos que trilhamos, guiados por você, só estão nos levando à destruição, fracasso, frustração, dor, medo e angústia. Renda-se, seja humilde e observe, nossa vida está em ruínas graças às suas investidas teimosas e obstinadas.

Se já tentamos de tudo para modificarmos nossa realidade e a cada vez estamos ainda mais desequilibrados e infelizes, precisamos tentar trilhar novos caminhos, aceite, suas velhas trilhas nos levaram sempre a conquistar os mesmos resultados: dor e angústia. Não temos outra escolha a não ser experimentarmos entrar em uma atitude de entrega confiante e humilde ao nosso Eu Real. Está na hora de nos desapegarmos de nossas crenças limitantes, que nos fazem acreditar no mal e que nosso Eu Real é mau. Não, ele é o nosso maior e único bem divino e verdadeiro, somente Ele tem condições de nos levar conquistar nossos propósitos de vida, os quais foram planejados e determinados por ele, quando de nossa encarnação.

Portanto, somente Ele contém toda a sabedoria, conhecimento, ferramentas, dons e todas as condições ideais para nos guiar. Sem Ele, somos apenas tristes seres arrogantes, medíocres e prepotentes, sempre nos prejudicando, enquanto ficamos na posição confortável e tranqüila de vitimas das circunstancias e, em alguns momentos, vitimas de obsessores. Somos nós que damos passagem a eles, portanto, somos nós que temos o poder de interditá-los, até mesmo com reverência, pois eles apenas se prestaram a um serviço que foi você mesmo, Ego teimoso, que contratou. Portanto, podemos nos libertar das influências desses seres, com gratidão e amor.
Ego, eu me liberto de sua influência negativa e me entrego ao meu Eu Real, e permito que Ele nos conduza, a partir de agora. Eu Sou a manifestação única e integral da vontade de meu Espírito Imortal, meu Eu Real. Somente Sou a partir de Suas verdades divinas e sábias. Que assim seja!

Por Teresa Cristina Pacotto

Respeitar o seu momento


Nem todos os momentos são de ação. Em muitas horas é adequado ficar parado, deixando a vida passar, observando as pessoas e os resultados naturais para as coisas que estão acontecendo. Nem sempre teremos razão, e nem sempre precisamos agir. O que existe de mal em deixar a bola pingando, ou reinar o silêncio numa discussão?

Se você não tem o que falar não diga nada. Deixe rolar. Pois dar resposta porque tem que falar alguma coisa é um peso e ainda tem a chance de dar tudo mais errado.

Conheço Augusto há anos. Engenheiro com uma carreira respeitável, uma linda família e muito esforço para conseguir suas conquistas. Sei também o quanto esse homem é correto, pois já tivemos ao longo dos anos oportunidade de trabalhar juntos sua questão mediúnica e espiritual. E seus conflitos sempre foram de ordem filosófica, já que ele trabalhando com executivos muito competitivos sempre sofreu no ambiente empresarial.

Descobrimos juntos que ele foi guerreiro em muitas vidas e que nesta existência estava justamente na área de construção civil como um resgate de suas ações no passado. Aliás devo fazer um pequeno parêntese aqui para chamar a atenção do amigo leitor para um passado comum a todos nós. Você já reparou quantas guerras o nosso planeta já fez?

Quando o foco da compreensão é limpar as arestas deixadas em vidas passadas, parece mesmo natural a necessidade que temos de reencontrar pessoas, refazer caminhos, arrumar nossas escolhas. E meu amigo Augusto é uma pessoa com real vontade de acertar, o que não o isenta de sofrimentos e questionamentos.

Normalmente, quando me procura ele está enfrentando algum dilema. E dessa vez, não foi diferente. Ele estava se perguntando porque seu coração estava ficando duro. Não sentia vontade de dar esmolas, não estava mais com paciência de ouvir as lamentações das pessoas, e se sentia cansado de ser cordial num ambiente cheio de complicações com colegas e com a empresa que cada vez fazia mais cobranças.

As imagens do inconsciente mostraram pesadas cenas de derrota e uma história triste de impotência frente a desajustes familiares, quando ele era um fazendeiro e cuidava de tudo para sua família. Morreu se sentindo sozinho e sem forças, porém, teve uma vida honesta e com momentos de verdadeira felicidade. Porque, então, estava tão triste?

Augusto voltou da sessão com o semblante mais leve, dizendo que entendia tudo e foi explicando: Sabe, Maria Silvia, acho que tenho que dar um tempo e me respeitar. Estou querendo ser como o cara da vida passada, o senhor perfeito, e não sou perfeito. Às vezes, estou com raiva, ou triste, querendo ficar sozinho, mas não me respeito. Estou o tempo todo cuidando dos outros e tentando agradar às pessoas. Por isso o estresse toma conta. Acho que vou sair daqui mais leve, mas sei que preciso fazer alguns ajustes.

Tenho certeza que quando Augusto ficar mais calmo e descansado, a sua vida voltará a fazer sentido e ele encontrará novamente vontade de se harmonizar com as pessoas à sua volta; no momento, porém, é bom mesmo dar um tempo. Assim ele não colocará os pés pelas mãos, e não perderá sua preciosa energia explicando demais, conversando demais, tentando acertar a qualquer custo. O silêncio pode curar inúmeras situações.

Por Maria Silvia Orlovas


O Medo da Transformação

Muitos seres humanos alegam desejar a transformação mas, quando surge a oportunidade de realizá-la, o medo e a insegurança acabam predominando.

É compreensível, pois transformar-se significa desconstruir as bases em que nosso ego e nossa personalidade se assentaram, para poder atuar no mundo.

E, ainda que estas bases sejam falsas, e não nos permitam expressar nosso ser real, nos acostumamos tanto a elas, que acabaram por se tornar uma espécie de capa protetora, atrás da qual nos escondemos e onde nos sentimos confortáveis.

Mas, o que fazer se, apesar disso, a angústia e o sofrimento estão presentes? Buscar a transformação exigirá de nós não apenas vontade, mas, determinação e coragem.

Muitos serão os truques apresentados pela mente para que fujamos da busca pela libertação. As ilusões a que nos apegaremos e que serão usadas como desculpa para fugirmos da caminhada ao encontro de nossa essência, serão inúmeras.

O medo assumirá a forma de compromissos inadiáveis, culpas, descrenças. Mas, aquele que se mantiver firme no desejo de vencer a si mesmo, certamente alcançará o objetivo.

A jornada não é tranqüila, e surgirão momentos em que a vontade de desistir e voltar à zona de conforto vai predominar. Nestas ocasiões, precisamos nos lembrar que o alcance da paz interior só é possível, para os que acreditam plenamente na vida e na sua generosidade, e têm a certeza de que ela sempre premia os que se entregam em total confiança.

"....À medida que seu ego se torna mais forte, você vai perdendo a si mesmo. Você pode estar lutando e saindo vitorioso, não sabendo absolutamente que não se trata de um ganho, mas de uma perda. Ensina-se a todas as crianças a lutarem, de diferentes maneiras. A competição é uma luta, ser o primeiro da classe é uma luta, ganhar um troféu num jogo é uma luta... Essas coisas são preparações para a sua vida. Depois luta-se numa eleição, luta-se por dinheiro luta-se por prestígio. Toda essa sociedade está baseada em lutas, competição, briga, na colocação de cada indivíduo contra o todo.

... 'Entrega' significa 'nenhuma competição, nenhuma briga, nenhuma luta'... simplesmente relaxar com a existência, aonde quer que ela conduza. Sem tentar controlar o seu futuro, sem tentar controlar as conseqüências, mas, permitindo-as acontecerem... sem nem pensar nelas. A entrega está no presente; as conseqüências estão no amanhã. E a entrega é uma experiência tão deleitosa... um total relaxamento, uma profunda sincronicidade com a existência.

A entrega é uma abordagem totalmente diferente. Seu primeiro passo é o abandono do ego, lembrando-se de que vocês não estão separados da existência: contra quem, então, estão lutando? Você não é separado das pessoas: contra quem, então, você está lutando? Contra si mesmo... e esta é a raiz causal da miséria. Seja contra quem for que você esteja lutando, você está lutando consigo mesmo - porque não há nenhum outro.

...A entrega é uma profunda compreensão do fenômeno de que nós somos parte de uma só existência. Nós não podemos produzir egos separados: somos um com o todo. E o todo é vasto, imenso. A sua compreensão ajudará você a seguir com o todo, aonde quer que ele vá. Você não possui uma meta separada do todo, e o todo não tem nenhuma meta. Ele não está indo a algum lugar. Ele está simplesmente acontecendo aqui.

A compreensão da "entrega" o ajuda a ficar simplesmente aqui, sem quaisquer metas, sem nenhuma idéia de alcançar, sem nenhum conflito, batalha, luta, sabendo que seria lutar contra si mesmo - que é simplesmente tolice.
A entrega é uma profunda compreensão.
Ela não é um ato que você deva praticar.

Qualquer ato faz parte do mundo da luta. Aquilo que você tem de fazer vai ser uma luta. A entrega é simplesmente compreensão.
E aí, então, vem um silencioso relaxamento, fluência com o rio, desinteressado do aonde ele está indo, despreocupado de que você possa ficar perdido... nenhuma ansiedade, nenhuma angústia... porque você não está separado da totalidade, sendo assim, seja o que for que vá acontecer, vai ser bom.

Com essa compreensão, você vai ver que não há mistura: a compreensão não pode se misturar com a ignorância; o insight dentro da existência não pode se misturar com a cegueira; a consciência-em-si não pode se misturar com a inconsciência-em-si.
E a entrega não pode se misturar com as diferentes espécies de lutas - isso é uma impossibilidade.

Apenas deixe-a afundar dentro do seu coração, e você descobrirá uma nova dimensão desabrochando, na qual cada momento é uma alegria, na qual cada momento é uma eternidade em si mesmo".

OSHO, Além da Psicologia.

Por Elisabeth Cavalcante

Por que buscamos tanto as tais dicas de relacionamento?


Outro dia, conversando com um grupo de amigas, disse que acreditava que nossos relacionamentos poderiam ser muito mais maduros e nós sofreríamos muito menos se aprendêssemos, desde cedo, não só em casa, mas também na escola, a como criar dinâmicas e comportamentos mais coerentes e mais conscientes.

Imediatamente, fui criticada. A autora da crítica argumentou que sentimentos não podem ser ensinados e que o amor perderia a graça se fosse teorizado numa disciplina escolar. Tentei explicar: não se trata de ensinar sentimentos, mas, sim, de usar toda a história da humanidade para compreendê-los, para perceber e admitir nossas crenças limitantes, além de valores e éticas que têm a ver com a nossa cultura, mas que nem sempre são compatíveis com o que desejamos para nossas vidas. Enfim, uma disciplina, sim, mas não para ensinar amor, já que este é um sentimento inato. Uma disciplina com "dicas de relacionamento", falando no popular.

Claro que seria embasado em pesquisas e estatísticas, bem como nas culturas e em diversos autores e estudiosos no assunto, afinal, não podemos aprender nada consistente que seja à base de "achismos". Embora devamos admitir que o conhecimento de cada um, bem como suas experiências, podem contribuir significativamente para o crescimento de todos.

Mas o fato é que cada vez mais essa idéia me fica reforçada. Basta observarmos como temos necessidade de buscar as tais dicas de relacionamentos. Claro! Muito natural! E muito bom que façamos isso, inclusive! Felizmente, temos sede de evolução, amadurecimento e felicidade! O que seria de nossa inteligência afetiva se não fossem as pessoas interessadas em compreender o complexo universo humano e, especialmente, dos sentimentos e das relações? Por isso, parabéns a quem não desiste, apesar das críticas! Apesar dos céticos...

A razão de, muitas vezes, nos sentirmos tão perdidos e confusos nos relacionamentos, nos amorosos principalmente, é que pouquíssimos receberam um norte, uma direção. A maioria nunca ouviu falar sobre como lidar com sentimentos como ciúme e insegurança de um modo saudável! Pelo contrário, nos ensinaram que o certo é fazer "joguinho" em vez de falar clara e objetivamente sobre os sentimentos. Disseram que era melhor fingir, fazer o estilo "não tô nem aí", do que expressar os verdadeiros desejos.

Sexualmente, então, o que ouvimos de bobagem ao longo da vida e até aprender, a duras penas, quem somos e o que realmente queremos, não é brincadeira! Quebramos a cara inúmeras vezes, desperdiçamos prazeres e carinhos aos montes. Enfim, ainda hoje cometemos erros primários porque estamos todos enredados na mesma armadilha!

Na tentativa de acertar e ser feliz, é claro que vamos errar sempre. Somos humanos. Somos imperfeitos. Estamos todos em processo de evolução. Mas, certamente seria bem mais fácil se aprendêssemos de uma vez por todas que o melhor é -em qualquer circunstância- sermos coerentes com o que pensamos, sentimos e fazemos. Numa simples discussão, por exemplo, se falássemos exatamente o que estamos sentindo, evitaríamos transtornos, desgastes e tristezas desnecessárias. Mas o problema é que algumas pessoas nem sabem identificar o que estão sentindo...

Por fim, deixaríamos de implorar amor, de nos sentirmos tão reféns do outro, de acreditar que temos controle total sobre os acontecimentos. Viveríamos mais espontaneamente. Aceitaríamos mais os "não", sabendo que "não querer" é um direito do outro e não um castigo pessoal. Confiaríamos mais no fluxo da vida. Perceberíamos mais o poder do tempo e como tudo vai se encaixando quando temos paciência e sabedoria para esperar, para não forçar.

Essas e outras serão as "dicas" de relacionamento que eu darei assim que conseguir aprovar uma disciplina chamada AMOR nas escolas e universidades. Porque mesmo sem saber se um dia isso vai acontecer, ainda aposto que poderíamos ser bem mais felizes se admitíssemos que não basta amar, é preciso saber como transformar esse lindo sentimento em atitudes efetivas, consistentes e construtivas!

Por Rosana Braga

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Solidão nunca mais...



Recentemente, escrevi sobre o tema "solidão". Minha intenção era transmitir que, apesar das dores que esse sentimento causa, precisamos tentar assumir o controle, transmutando as angústias em boas energias e absorvendo somente o que de fato nos proporcionará alegria e bem-estar.

Quando comecei a escrever, nunca poderia imaginar que o universo seria tão poderoso e sábio, até mesmo comparecendo em momentos de inspiração...

Por mais que já tenhamos vivido uma situação difícil e, imaginando tê-la vencido, somos colocados à prova, ou melhor, à contraprova para uma certeza profunda de que aquele obstáculo, aquele teste foi, de repente, deixado para trás.

Em 30 anos, nunca havia me distanciado tanto da minha família, mesmo vivendo em outra cidade. Às vezes, sentia-me sozinha e inevitavelmente batia aquela sensação de vazio, de abandono. Pois bem, hoje me encontro em outro Estado do País, muito, muito longe de todas as pessoas queridas...

Escrevi que a solidão causa dor e que não é tão fácil conviver com ela, também comentei que podemos revertê-la em algo positivo, por mais difícil que seja, pois temos, em nossas mãos e mentes, o controle completo de nossa vida.

No entanto, existe uma questão, sobre a qual ainda não tenho resposta... mesmo sem querer, às vezes, as lágrimas descem pelo meu rosto só de lembrar o vulto da minha querida mãe... e, quando menos percebo, começo a rir e logo penso: "que sentimento bom"... e sinto algum tipo de ajuda, percebo que não estou só.

A mente com suas infinitas capacidades, como por encanto nos supre de doces e boas lembranças e isso me conforta, porque sei que está tudo bem, que todos estão com saúde e esperando com alegria um precioso encontro. E ainda, podemos nos falar a qualquer momento... basta pegar no telefone ou acessar a internet. É claro que não é a mesma coisa, mas conforta e permite boas risadas juntos...

Li, faz poucos dias, o artigo "Relação presencial ou virtual", de Flávio Bastos, colaborador do Site, e concordo com ele, que hoje, infelizmente, muitas pessoas se tornam feito zumbis diante da Internet, esquecendo de viver, mas não poderia deixar de comentar que a Net também proporciona muita satisfação e alegria pelo outrora inimaginável fato de podermos ver instantaneamente a outra pessoa em qualquer lugar do mundo... Uma boa imagem da webcam nos permite captar nos fundo dos outros aquele brilho que toca nossa alma, emociona e nos passa alegria e felicidade... assim como o timbre e a vibração que as palavras sinceras transmitem, amenizando a saudade de ambas as partes.

Por causa dessas condições, não há mais lugar para a solidão... as distâncias, como por encanto, encurtam-se e ao final cada contato sentimos que fomos revitalizados, que recebemos uma energia amorosa que nos nutre até o seguinte...
Para aqueles que ainda não conseguem utilizar a contento a ferramenta da Internet, sempre podem dispor do telefone, dos Correios... Sim, mesmo tendo a Internet disponível, também gosto de fazer uso dos Correios e enviar umas cartas-surpresa, algo que, afinal, durante centenas de anos foi o único meio de comunicação entre os seres humanos e, por mais demorado que seja, ajudou profundamente muitos corações distantes.

Agora, vivenciando por completo a experiência da mudança, acredito que possa fechar o tema. Estou a cada dia em um lugar diferente, de culturas e valores preciosos e ricos em diversidades, agregando à minha bagagem o melhor de tudo. Estou cada dia mais feliz e em crescimento profundo, porque consegui vencer, superar de vez um sentimento de dor tão temido por muitos, e que agora não faz mais parte da minha vida, porque... eu nunca estou só!
Não posso deixar de comentar que sei existirem muitas pessoas que lutam, mas não conseguem se libertar... para elas vai um recado, que sinceramente espero possa ajudar, motivar:

"Procure seguir o coração mais do que a mente. Se sentir saudade de algo ou de alguém, reveja a estratégia, jogue pra bem longe o orgulho e... tente começar do zero, não importando o número de tentativas. Procure seguir outro caminho, procure fazer o que realmente lhe faz bem... faça algo novo, condicione sua mente a viver cada dia com muita intensidade e alegria. Não viemos por aqui para passarmos despercebidos, para vivermos acamados e depressivos. É preciso resgatarmos nossa forças e tomarmos as rédeas de nosso destino, escrevendo com coragem e determinação nossa história, sem sermos derrotados, mesmo que, ao final, fiquemos com o corpo todo marcado por profundas cicatrizes...

Por Lidiane França


A difícil arte de amar o próximo




A arte de amar, habilidade humana que expressa, acima de tudo, sentimentos, mas também desejo e transcendência, é um aprendizado que o homem busca desde tempos imemoriais.

Durante a sua longa trajetória sobre a face da Terra, o ser inteligente confundiu amor com paixão e posse. Essa confusão permanece em pleno século 21, muito em função do principal vício do ego, que é o apego excessivo a si mesmo, em detrimento de interesses alheios, chamado egoísmo.

Em decorrência do egoísmo, surge o egocentrismo, ou seja, o eu observado como o centro da vida que acompanha o ser dotado de livre-arbítrio até os dias atuais, nublando a sua visão e limitando a percepção a respeito do amor.

A incompreensão do amor, fundamentada em fatores psíquicos e espirituais que se combinam, resultam no ser inseguro, carente, que procura no outrem a satisfação que não encontra em si mesmo.

Amar a si mesmo é tão difícil como amar ao próximo sem interesse de posse ou uso pessoal. No entanto, essa é a "regra" para amar e nos sentirmos, verdadeiramente, amados.

O desafio de aprender a amar, passa pelo exercício de desapego do eu e seus mais conhecidos vícios, o egoísmo e o orgulho, pois, conhecer a si mesmo é conhecer o outrem o suficiente para entender que somos todos iguais, tanto nas experiências de sofrimento e dor, quanto nas experiências de alegria e amor.

O desprendimento do eu, associado à sensação de igualdade é a energia que move os espíritos comprometidos com a caridade humana. A visão de amor além de nossas necessidades básicas ou narcísicas, representa um considerável avanço do espírito no sentido de seu amadurecimento. Estágio que alcançaram espíritos como Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá e Francisco de Assis, entre outros.

No âmbito do trabalho voluntário, tudo é válido quando a vontade é o amor que move as intenções. Nessas situações, de transparência e abnegação, a tarefa flui com a ajuda invisível da Fonte Universal.

Trabalhar em centros espiritualistas de cura, por exemplo, é uma das experiências mais gratificantes para aquele que busca o aprendizado do amor em outro nível. Lidar com os mais diversos casos que se apresentam nas cabines de atendimento, e praticar o amor ao próximo, intuído ou orientado pela invisível energia, é uma experiência inesquecível.

São médiuns professores, profissionais liberais, donas de casa, aposentados, estudantes, entre outros, que se reúnem em nome doAmor Maior para o atendimento dos mais variados casos, desde os mais simples aos mais complexos. Nas paredes das salas de atendimento, as imagens de Jesus Cristo e Bezerra de Menezes... e a presença "invisível" das equipes espirituais que orientam o trabalho mediúnico.

"Onde estiverem dois ou mais reunidos em meu nome, lá eu estarei" (Jesus Cristo).

Para compreendermos o amor na sua amplitude e completude, devemos praticar o amor não egóico, aquele que nos aproxima do outrem sem interesses que não seja o de ajudar. E no âmbito da caridade associado ao trabalho voluntário, à medida que vivenciamos a tarefa em prol do próximo ou de uma causa nobre, a difícil arte de amar passa a ser melhor compreendida e aplicada no dia a dia de nossas vidas. Tudo é uma questão de aprendizado e mérito.

O merecimento é o prêmio pelas pequenas conquistas do espírito em seu processo evolutivo. Nada muito diferente do que acontece na nossa experiência vital, quando atingimos metas após superar dificuldades encontradas pelo caminho.

E o prêmio para aquele que busca o aprendizado no amor, é o conhecimento adquirido com a prática fundamentada na humildade de servir. Bônus espiritual que lhe proporcionará um melhor nível de lucidez e discernimento em relação ao significado da vida.

Lucidez e discernimento que representam, a médio e longo prazo existencial, uma gama de benefícios, a começar pela conquista do equilíbrio psíquico-espiritual - a paz interior - que é a ferramenta de cura de nossas atávicas imperfeições...

Na teia da vida universal, somos um todo indivizível, e a arte de amar ao próximo como a nós mesmos, a maior conquista do espírito imortal.

Por Flavio Bastos


Descubra logo o que você veio curar!



Entendo que não é uma tarefa fácil descobrir exatamente o que viemos curar nessa vida. Quando me refiro a curar, quero dizer que todos nós, entre diversas tarefas que temos, ainda assim, possuímos uma missão mais específica para realizar em uma experiência de vida, que é a cura das nossas emoções inferiores.

Cada um de nós vivencia a sua jornada envolvido por situações e acontecimentos que naturalmente nos levam na sintonia das emoções específicas que temos. Em suma, essas emoções são de duas naturezas: positivas e negativas.

Dentro das emoções positivas, temos muitas como a alegria, a satisfação, a motivação, a iniciativa, a coragem, o ânimo, entre outras. Nas negativas, temos a raiva, o medo, a frustração, a ansiedade, a angústia, o desespero, entre outras.

Cada ser humano é único em sua consciência e sua personalidade. A personalidade não é do corpo, mas a da alma. Isso quer dizer que nosso temperamento nos acompanha mesmo depois da morte, ou também antes de nascer. Além disso, com o passar dos anos em uma experiência física, vamos crescendo, vamos nos tornando adultos e assim vamos nos impregnando com nossas crenças pessoais a respeito do mundo e das coisas que nos acontecem.

Como conseqüência dos fatos, seguimos reagindo emocionalmente a tudo que encontramos pela frente, amigos, relacionamentos, trabalho, família e diversão, porque todas as atitudes que tomamos em nossas vidas, realmente todas, são para que tenhamos emoções mais controladas ou mais satisfatória. Mesmo que não percebamos, tudo que fazemos é influenciado pela forma como nos sentimos emocionalmente a cerca absolutamente tudo.

Dessa forma, se uma pessoa tem fobia ao trânsito, todos os seus atos e planejamentos de vida serão no sentido de se afastar de situações que envolvam trânsito de automóveis e congestionamentos. Se uma pessoa tem medo da solidão, todos os seus atos e planejamentos de vida serão no sentido de afastá-la de situações que envolvam a solidão. E a pergunta importante que deve ser feita é: será que uma oportunidade incrível na vida de uma pessoa que tem fobia ao trânsito não estaria na cidade de São Paulo? E se essa oportunidade estivesse realmente na "capital do trânsito" e quel faria a vida dessa pessoal se iluminar? E por conta de sua fobia, ela perderia essa oportunidade? Ela perderia a chance de ser feliz inteiramente e de se realizar em diversos aspectos de sua vida?

E no segundo caso, suponhamos que a pessoa necessitasse morar sozinha, como exemplo no exterior, onde não conhecesse ninguém, e nessa situação seria revelada uma incrível oportunidade de expansão de vida em todos os aspectos, o que faria a pessoa que sofre com a solidão? Será que ela aceitaria esse desafio ou desistiria sem mesmo pensar a respeito.

Quando você lê o texto, creio que você possa analisar quais situações você não conseguiria nem pensar em enfrentar, por conta de medos, inseguranças e outras inferioridades. Esse é o objetivo desse artigo, que você possa fazer uma análise sincera, para perceber se está ou não desperdiçando a chance de ser feliz. Nesses medos estão revelados as principais emoções que viemos curar, portanto, atenção!

Não estou aqui ignorando as emoções negativas que por muitas vezes nos paralisam a ponto de não nos permitir agir. Apenas estou alertando que enxergamos o mundo pela lente de nossas emoções inferiores, portanto, essas emoções contaminam a nossa vida.

Então, se elas contaminam a nossa existência, para sermos mais felizes precisamos compreender quais são as nossas emoções inferiores mais protuberantes, para com isso nos alinharmos a uma proposta pessoal de cura e autoconhecimento.

O que você veio curar? Ou melhor, quais emoções você veio curar? É o medo da solidão? É a necessidade de ser aceito e de ter reconhecimento? Veio curar o sentimento de abandono? Veio curar o sentimento de rejeição? Veio curar a ansiedade? O medo da perda? A dependência emocional? A falta de paciência? A irritação?

Procure descobrir o que você veio curar, para em seguida perceber que todas as atitudes que você tem são tomadas no sentido de lhe manter o mais longe possível das emoções que você ainda precisa lapidar.

Com essa nova ótica e com essa consciência, tenho certeza que aos poucos você começará a se alinhar cada vez mais no sentido da missão da sua alma e com isso encontrar um caminho de felicidade naturalmente.

Por Bruno Gimenes


Liberte-se da culpa

Somos culpados por muitas coisas, mas vale a pena ficar se prendendo a isso?
Claro que não.

Os Mestres nos ensinam a tomar consciência dos problemas, mas ao mesmo tempo nos dão forças para mudar os rumos da vida. E às vezes não é nada fácil descobrir que somos nós que causamos atropelos e sofrimentos emocionais.

O campo de pesquisa e aprendizado da mediunidade é vasto e riquíssimo e um dos fatos que precisamos compreender claramente é que temos sempre participação nos ataques espirituais como em todas as circunstâncias de nossa vida. Não somos vítimas das circunstâncias. De uma forma ou de outra, interagimos com as situações.

Nos processos de obsessão, estamos o tempo inteiro interagindo com esses espíritos que não são necessariamente do mal. Esse é mais um tabu que devemos romper. Às vezes, esses espíritos são amigos que deixamos para trás, pessoas que em outras vidas não nos relacionamos bem e que, de alguma forma, procuram novamente nossa presença.
Porém, isso também acontece na realidade objetiva. Em muitas circunstâncias somos cercados por pessoas difíceis e mesmo sem querer nos envolvemos em relacionamentos complicados.

Mas a experiência tem comprovado que se estamos envolvidos com pessoas difíceis é porque também somos difíceis. Só que é mais fácil olhar o erro do outro do que o nosso.
E, em lares com pessoas perturbadas, com certeza, vamos também encontrar pessoas confusas, com um pensamento nebuloso, com idéias depressivas, sem coragem de tomar uma atitude, com medo das conseqüências. Juntam-se a tudo isso espíritos cobrando atitudes que não tivemos em outras vidas.

No entanto, de forma alguma podemos nos colocar no papel de vítima, porque isso nos leva ao comodismo e à impotência... quando, na verdade, podemos agir, podemos mudar. Aliás, é por isso que encarnamos.
Vejo também que não devemos ter medo dos obsessores, pois, em geral, esses espíritos se mostram assustadores, mas por que ter medo? O que eles realmente podem nos fazer sem que tenhamos cumplicidade energética?
Nossa cara feia também pode assustar, e afastar as pessoas...

Sugiro tentar conversar com as pessoas que nos perturbam e também com os espíritos. Até em sonhos podemos tentar interagir. Tente entender porque as coisas parecem ruins, e porque esses seres querem o seu mal. Perguntando, podemos ouvir uma resposta que às vezes chega de uma forma inesperada, como a leitura de um livro, um filme, a palavra de alguém ou ainda uma inspiração.
Porém, seja como for que essa luz se manifeste, tente acessar a vibração do perdão. Você pode partir do princípio que, se feriu alguém em outra vida, hoje não faria. No entanto, um pedido de paz, de harmonia ou de perdão deve vir do coração. Não basta ser algo formal.

Entretanto, é possível perceber também que nem sempre queremos perdoar... Principalmente, quando ainda estamos com raiva, ou quando atravessamos um grande pesar. O que fazer, então? Ter paciência. Tentar se fixar em coisas positivas e pedir a Deus limpeza, paciência, abertura para outros caminhos.

Como uma convivência com pessoas difíceis não acontece por acaso e sim por uma cumplicidade energética, onde será que estamos falhando? Se você souber responder, com certeza, estará mais próximo do que imagina de uma solução boa para este assunto chato. Boa sorte!

Por Maria Silvia Orlovas