domingo, 24 de maio de 2009

Melancolia de outrora


Por Bel Bezerra

Sinto saudades de mim, do meu tempo, de meu compasso, de minhas notas,

Sinto saudades da vida, longínqua, vida perdida, distante e querida,

Sinto saudades de outrora, remota, devagar e nostálgica...

Sinto saudades do vento, do balançar das flores, do bailar das nuvens,

Sinto saudades dos flocos de algodão, dos favos de mel, do cheiro de mato.

Sinto saudades dos lagos serenos, plácidos espelhados...

Sinto saudades da grama macia,
das gotas brilhantes de orvalho, do cheiro de terra molhada...

Sinto saudade de um amor distante, dos beijos doces, de mão entrelaçadas,

Sinto saudade de voz sussurrada, de beijo molhado, de pernas encaixadas,

Sinto saudade do colo macio, dos abraços apertados, dos lençóis amassados,

Sinto saudades do sol em meu corpo, da maresia do mar, das ondas tranquilas,

Sinto saudades de casa, dos campos verdejantes, de um tempo flutuante,

Sinto saudade da sensualidade, do rosto não visto, do amor não vivido,

Sinto saudades das melodias que acalentam e embalam minha a'lma,


Sinto saudades do ar, saudades do respirar, saudades do suspirar, do sonhar e de amar...

2 comentários:

adelaide amorim disse...

Sim, tudo isso deixa saudade, muita. Mas há coisas novas e também legais para viver ;)
Beijo pra você.

Bel Bezerra disse...

Obrigada pelo carinho Adelaide, escrevi sobre essa saudade há muitos anos atrás, em uma época bem difícil. Hoje essa saudade ficou no passado, meu presente é de muito amor e luz. Um beijo para você !