domingo, 14 de novembro de 2010

O que devemos curar em nós?



O que devemos curar em nós? Todos os tipos de comportamento, de raciocínios, de características de personalidade, que nos diferenciam dos nossos irmãos mais evoluídos do Plano Astral, dos Mestres, dos Orientadores.
Eles estão lá em cima, num lugar de freqüência vibratória mais elevada. O que nós temos e eles não têm mais são as impurezas e as imperfeições, das quais viemos nos libertar.

O nosso caminho nos direciona para a perfeição e eles nos sinalizam o rumo, mas para isso é preciso que não culpemos nada e ninguém e entendamos que as nossas imperfeições são coisas nossas, que nos acompanham há muito tempo, há muitas encarnações. E se isso acontece é porque não temos realmente aproveitado nossas encarnações para nos libertarmos delas, nos curarmos, nos purificarmos.

O ser humano é muito incompetente na sua evolução espiritual. Geralmente lida melhor com o terreno, o material. A regra de ouro é: ante um fato desagradável fique bem atento ao que emerge de negativo de dentro de si. Aí está a imperfeição que veio ser eliminada! Se acreditar que tem razão para sentir essa imperfeição, entenda que esse raciocínio está vindo do seu Eu Inferior, uma fonte nada confiável...

Os nossos Eus inferiores sempre acham que têm razão para sentir e manifestar raiva, mágoa, tristeza, medo, etc. Enquanto que, lá de cima, os nossos Eus Superiores ficam "torcendo" para que diante as situações que fazem essas imperfeições aparecerem, nós aproveitemos para nos curarmos delas, entendendo que essas situações, aparentemente negativas, são potencialmente positivas para a nossa evolução espiritual (purificação).

Colocar as questões aparentemente injustas ou desagradáveis como questões potencialmente positivas e não negativas, ou seja, experiências oportunizadoras necessárias para a nossa evolução, faz com que o paciente, ao invés de vitimizar-se, passe a entender que esses fatos, são, na realidade, testes necessários e indispensáveis, e se ele os vencer estará cumprindo a sua Missão.

Se for derrotado, essa encarnação vai aos poucos perdendo seu sentido, pela repetição de erros e enganos (mágoa, raiva, medo, insegurança, etc.) já cometidos em encarnações anteriores.
O caminho para a vitória é a liberdade emocional, de si mesmo e dos outros, através da compreensão da relatividade da persona e de suas ilusões, por seu caráter temporário, de apenas uma encarnação.

Na verdade, quanto mais "obstáculos" encontrarmos pelo caminho, mais estaremos sendo exigidos por nós mesmos para vencê-los e superá-los. E se os testes e provas parecem pesados demais, das duas uma: ou somos evoluídos o suficiente e nos propusemos na fase pré-reencarnatória a enfrentá-los para tentar vencê-los ou somos "merecedores" daquilo por acúmulo de erros e enganos em vidas terrenas anteriores e optamos por vivenciá-los na esperança de superá-los.

Somos seres que estão evoluindo nesse planeta e isso implica na necessidade de passarmos pelas situações aqui vigentes e que irão nos atingir, nos conflitar. A finalidade disso é fazer vir à tona o que temos de curar em nós, o que ainda temos de imperfeito. Então nós descemos do Plano Astral da Terra para encontrarmos essas situações, e elas são consideradas ruins, injustas e cruéis porque fazem aflorar o que temos de desagradável em nós. Por exemplo, alguém que necessita curar uma antiga tendência de magoar-se, sentir-se abandonado e rejeitado, necessitará passar por situações que lhe façam confrontar-se com isso para que venha à tona essa tendência.

Num primeiro momento, ele sentir-se-á magoado, abandonado e rejeitado, pois isso é o que veio "dentro" dele para ser curado e se continuar toda a sua vida com esses sentimentos negativos, com essa tendência, passará por mais e mais situações semelhantes e de nada adiantará o sofrimento decorrente, já que o que deve ser curado e não está sendo, seguidamente será confrontado com situações semelhantes (gatilhos). Se desencarnar com essa tendência, voltará a encarnar para passar por situações idênticas, em seu conteúdo emocional, para tentar novamente.

Então, nesse exemplo, se uma infância extremamente traumática, com um pai ou uma mãe ausente, fizeram emergir tais sintomas, visto pelo enfoque terreno, ilusório e patogênico, foi uma situação injusta e cruel, que "gerou" a mágoa e o sentimento de rejeição. Mas, visto pelo enfoque reencarnacionista, nada foi injusto e cruel e sim experiências necessárias, elaboradas no próprio tecido do destino daquela Alma, e que visam fazer aflorar o que veio para ser curado nessa encarnação e que necessitava de tais situações para ser revelado e poder ser curado.

Quem veio curar o orgulho vai ter de passar por situações que façam aflorar o orgulho; quem veio curar a mágoa vai ter de passar por situações que façam aflorar a mágoa; quem veio curar a raiva vai ter de passar por situações que façam aflorar a raiva; e assim por diante.

Para quem veio para trabalhar questões como dinheiro, beleza, poder, etc., desde a infância surgirão situações e experiências que farão vir à tona o que veio para ser curado. Se for encarado pelo ponto de vista da Personalidade Inferior o mais provável é que a verdade seja distorcida e as ilusões predominem, gerando conseqüências comportamentais em desacordo com os objetivos da Essência. Isso se aplica em quem reencarna em famílias com grande poder aquisitivo, em uma “casca” muito bonita, atraente, etc.

E também o contrário, em quem nasce em famílias muito pobres, quem nasce com uma “casca” feia, etc. O psicoterapeuta reencarnacionista deve sempre lembrar ao seu paciente que existe um por quê dele ter vindo em uma família rica, ou em uma pobre, com um veículo físico bonito, ou feio, etc. Tudo tem uma explicação e uma finalidade, e sempre visa aflorar o que necessitamos purificar em nós. Uma pessoa não vale pelo que aparenta ser e sim pelo que é realmente.

Muitas vezes, alguém de uma classe inferior, para usar um termo de estratificação social, é mais evoluído espiritualmente do que outro de classe mais elevada, mas é tratado como inferior. Conheço empregadas domésticas mais evoluídas do que suas patroas e secretárias mais evoluídas do que seus patrões.

Enquanto ainda estamos longe do tempo em que todas as pessoas exercerão trabalhos gratificantes e edificantes, que visem a evolução de si próprios e da humanidade, é de fundamental importância que os terapeutas e as terapias em geral atentem para essas questões que colocamos aqui.

Aos que não sabem o que estão fazendo aqui, os que não acham importante viver, os que prendem-se em sentimentos negativos, em pensamentos autodestrutivos, os que fogem nas drogas, socialmente aceitas ou não, os que vivem por viver, os que prendem-se ao fútil e ao superficial e a todos os que não sabem do que estamos falando aqui, o psicoterapeuta reencarnacionista deve mostrar que existe, sim, um objetivo em viver, que é importante, sim, estarmos aqui, que a vida terrena é como uma corrida de obstáculos e que é de fundamental importância para as Essências que as suas Personalidades terrenas sejam vencedoras nessa prova.

É preciso que saibam que esses obstáculos desaparecerão quando forem vencidos, pois não mais serão necessários, e que não são negativos em si, mas apenas experiências possibilitadoras de vitória.

Por Mauro Kwitko

Um comentário:

Jaquellinee disse...

Adorei o post,é uma coisa pra se pensar sobre o que vc escreveu.Parabéns continue assim.Bjs