domingo, 5 de junho de 2011

Visitando as Emoções


Para os Budistas há 84 mil emoções básicas e que possuem 84 mil efeitos diferentes sobre os seres, produzindo assim 84 mil tipos de distúrbios , que são condensados em 1016 doenças e re-condensados em 404 doenças.”( Patrick Drouot)

Somos os únicos seres do universo capazes de sentir tantas emoções.

Quando somos incapazes de reconhecer estas emoções, e de dar passagem a elas, adoecemos. Núcleos se condensam em nossos corpos sutis e se precipitam para as células, obstruindo a livre circulação do “sopro da vida”, da luz que somos.

Quando falamos em se permitir as emoções , após utilizar a técnica de freqüências de brilho, é por que este é um trabalho especifico de ativação celular para limpar nossas emoções negativas, limpar nossos corpos para que estes possam receber mais luz.

É uma faxina energética...Quando se faz faxina na casa , não se tira tudo do lugar??? Não se limpa os cantos? As paredes? Em cima, dentro e embaixo dos móveis???

Com o corpo, templo da alma, é a mesma coisa...Freqüências promove uma faxina em todas as células e corpos sutis...tudo é tirado do lugar para um novo re-arranjo, para uma nova arrumação, um novo assentamento da energia de luz...E para isso se faz necessário o comprometimento com o processo pessoal. De nada adianta receber uma sessão de “luz” e sair achando que vai ser tudo as mil maravilhas, e continuar rodopiando, enredado nas questões “cotidiárias”, e não se olhar profundamente. Não parar para sentir, para dar passagem as emoções.

Temos emoções, mas não somos estas emoções; temos um corpo, mas somos também o que está além do corpo. O problema está na identificação com estas emoções, quando congelamos e achamos que somos só isso.

É preciso soltar estas emoções sem julgamento... Quando se recebe um trabalho energético é preciso arrumar tempo no meio do caos , parar e escutar este corpo e o que está também além dele, o que as células e emoções estão dizendo, escutar onde estão os bloqueios...Tem gente que não para nem para escutar a dor de cabeça e já vai se enchendo de analgésicos! Não medita, não respira, não consegue ouvir o próprio sopro... Onde está a consciência???? Cadê o comprometimento???

Há que se ter comprometimento consigo mesmo. Abrir-se para a escuta de si, para a escuta do corpo e das emoções.

Aí eu escuto: - “Mas não tenho tempo para meditação”; “Minha vida está uma loucura, não tenho tempo para nada."

Então vai continuar sem tempo.

Meditação não é só ficar parado, estático em posição de lótus, respirando. É também estar com a atenção plena em tudo o que se está fazendo, é estar consciente de cada inspiração e expiração, é estar Presente em cada momento da Existência... É sair do piloto automático... E isso é uma escolha pessoal, nenhum terapeuta ou técnica vai fazer este milagre por ninguém.

O planeta está infestado de pessoas que iniciaram um caminho de luz, e que receberam técnicas de aplicação de luz e que surtaram no meio da jornada, por que não se comprometeram com o próprio despertar verdadeiramente. Este caminhar exige um olhar, um cuidado, humildade de se perceber e se reconhecer, buscar um acompanhamento psicoterápico ou terapêutico transpessoal, individual ou em grupo.

É preciso coragem para após receber um trabalho forte como Freqüências de Brilho de se permitir reconhecer, acessar e soltar todo o lixo emocional que se carrega... Coragem para reconhecer as próprias mágoas, tristezas, medos, defeitos e a própria fúria. É preciso que se dê tempo para vivenciar e soltar, de fato, tudo o que não serve mais. Ou então, a pessoa vai receber freqüências ou outro trabalho de luz e continuar nos mesmos padrões emocionais, entrando superficialmente em suas questões e continuar patinando nas mesmas historinhas do ego, nos “nhês, nhês, nhês “ da mente ( ouvi isso de um sábio índio e amei), criando os mesmos enredos, e envolta em véus da ilusão. E para acompanhar estas pessoas o mercado terapêutico é riquíssimo, vasto de trabalhos superficiais, para egos superficiais, por egos superficiais para que tudo continue do mesmo jeito... Superficial.

Ouvi de uma grande pessoa, irmã e terapeuta, que o caminho do auto-conhecimento é o caminho dos fortes, eu diria que é o caminho dos fortes e vulneráveis...Vulneráveis a si mesmos, as suas próprias emoções, a auto-permissão, a rendição ao que se É e a entrega para que seja feita a Vontade do Pai.

Para autotransformação há que se ter comprometimento com a Jornada Pessoal!

Por Monica T. Lampe

Terminou o Relacionamento Afetivo? Faça um Corte de Laços Negativos!


O término de relacionamentos afetivos é sempre marcado pelos sentimentos de tristeza e frustração. Quanto maior é a expectativa que se deposita no outro, maior é a sensação de vazio percebida, simplesmente porque parte da sua energia mental e emocional é transferida para o ser amado. Quando ele se vai, pode restar pouco. Não é raro observar em alguns casais, enquanto existe a união, a necessidade contínua da parte mais enfraquecida estar sempre PEDINDO o que deve fluir espontaneamente: Carinho, Atenção, Sexo, etc.. Isso ocorre quando você dá posse do que é seu, quando você coloca nas mãos de quem ama a responsabilidade de ser a única pessoa "capaz" de lhe fazer feliz integralmente.

É maravilhoso encontrar alguém que possamos enxergar como especial, amar, admirar, mas não podemos jamais elevar o ser amado a planos de importância superiores ao do nosso ser. Você deve primeiramente amar a si, a sua família, ao seu trabalho, enfim, amar a sua vida e tudo que pertença a ela. Ser grato a tudo que possui, perdoar seus erros, aceitar seu corpo e fazer o máximo de esforço para melhorar tudo o que lhe couber, crescendo sempre em todos os sentidos.

Dessa forma, você "ocupa seu território" e sente seu ser tão pleno, que não necessitará eleger algo ou alguém para lhe fazer feliz. Assim, você tende a atrair quem sintonize com a luz da sua alma, que só entrará na sua vida para somar e até se, por um acaso do destino, esbarrar com uma "Alma Gêmea Negativa", enxergará com clareza e terá desapego suficiente para repeli-la de forma natural, antes de criar laços, porque sente-se tão satisfeito com sua própria vida que evitará desperdiçar parte do seu tempo e da sua energia com alguém que nada somará.

Quando concebemos um relacionamento amoroso com alguém, é natural o surgimento de laços energéticos que conectam os corpos sutis de ambos, e quando se estabelece uma convivência conjugal, mais firmes ainda são esses laços. São observadas conexões etéricas, emocionais, mentais, astrais, cármicas e até mesmo morontiais. Devido à presença desses "conectores", é fato que, se uma das partes eleva seu nível de consciência e cuida melhor de sua saúde energética, e a outra parte ignora essas questões, enquanto perdurar o relacionamento pode ocorrer uma vampirização energética, obviamente inconsciente, não intencional, mas, que pode persistir mesmo após o fim da relação, devido à presença desses Laços Energéticos Negativos, mesmo que a Mente Consciente não perceba.

E, em muitos casos, mesmo quando se termina a relação que visivelmente não soma, não flui, o polo mais enfraquecido é arrebatado por um sentimento imensurável de saudade, de falta e, frequentemente nessa fase, distorce diferenças inegáveis, fatos contundentes e palavras irreversíveis na busca de argumentos para retroceder.
Nessa fase, não é raro o surgimento de falsos argumentos no coração dos que buscam a ascensão espiritual, tais como: "Como eu tenho mais consciência, eu devo perdoar e dar uma chance"; "O outro é assim, porque é vítima de uma série de limitações inerentes ao seu ambiente familiar ou por outras diversidades muito severas que enfrentou, preciso ser paciente e esperar que ELE(A) MUDE. Com o meu amor ele(a) vai mudar"; "Depois que sentiu a dor de ter me perdido, certamente vai mudar e tudo vai melhorar"; "Ele(a) é a pessoa que mais amei na minha vida. Por algum tempo me completou e me fez tão feliz quanto ninguém fez"; "Temo ficar só e não conseguir encontrar alguém que me faça mais feliz que ele(a) me fez". Esses são apenas alguns dos muitos argumentos internos que são buscados e fortalecidos quando se deseja sustentar algo que já é claramente inviável.

"Eu não consigo esquecer fulano(a)! É mais forte que eu!" Pois nesse caso, busque ajuda! Conecte-se à sua alma e às hierarquias amparadoras! Não consegue? Pois, então, PEÇA AJUDA! Se a depressão surgir, procure seus familiares ou amigos de maior nível de Coeficiente de Luz, um Psicólogo, um Terapeuta Holístico, um Psiquiatra, ou outro profissional que possa lhe dar sustentação para sua pronta recuperação. Abra-se e receba todo apoio necessário, sem sentir-se diminuído por pedir ajuda, ou violentado se houver necessidade, por exemplo, de utilizar medicamentos psiquiátricos ou freqüentar várias sessões de terapias. Independente das circunstâncias, MOVA-SE! NÃO RETROCEDA! ASSUMA O CONTROLE! RETOME PARA SI O PODER PESSOAL! PROCURE AJUDA SE PRECISAR!

No âmbito da Apometria Integrada, existe um procedimento que pode auxiliar muito na superação dessas questões: o CORTE DE LAÇOS NEGATIVOS. Utilizando as metodologias apométricas, com a supervisão direta das hierarquias de luz, mediante o emprego de comandos, formas-pensamento e símbolos específicos, induz-se o desdobramento dos corpos sutis do cliente e traz-se por projeção os corpos sutis da pessoa indicada, procedendo-se um profundo corte de todos esses laços negativos. Em seguida, também sob o amparo dos Mestres, ambas as partes são estabilizadas energeticamente, através do acionamento de "ferramentas" de perdão e de cura.

O corte é finalizado com o encaminhamento da contra-parte sob os cuidados dos Mentores Apométricos. E, para a garantia da eficácia do processo, é praxe acessar o corpo causal do paciente e promover uma limpeza profunda, dissociando os estados de consciência negativos relacionados ao insucesso afetivo, vivenciados ao longo dessa ou de outras encarnações.
Acredita-se que quando a freqüência mental se mantém muito baixa pelo sofrimento continuado, pode ocorrer ressonância com as energias desses estados de consciência do passado, potencializando o sofrimento atual.

Imediatamente após essa conduta, comanda-se o resgate ao longo da linha do tempo, de todas as energias de estados de consciência de elevada freqüência (Força, Poder, Elevada Auto-estima, Liberdade, Sucesso no Amor etc), trazendo-as para o momento atual. O resultado é surpreendente! Algumas pessoas têm processos mais cíclicos, necessitando de um acompanhamento mais prolongado, contudo a maioria consegue se libertar em poucas sessões. Não é raro ouvir o relato: "Quando penso ou ouço falar no nome de fulano(a), mal consigo visualizar na mente sua fisionomia". A Apometria é realmente uma ciência impressionante! Uma ferramenta genuína de Libertação da Humanidade!

Por Jair Cordeiro Neto

A Causa do Apego e a Prática do Desapego


Sempre ouvimos dizer que precisamos nos desapegar para seguir adiante no caminho espiritual. O que acontece é que às vezes ficamos confusos pois nem sempre sabemos a que somos apegados e o que podemos fazer para nos desapegar. Antes de partirmos para a prática do desapego precisamos conhecer as causas do apego. Se nos aprofundarmos nessa questão descobriremos que ele está relacionado à insegurança, à baixa auto-estima e aos desejos de possuir e controlar.

O apego à matéria é o mais fácil ser detectado. Podemos distingui-lo quando a pessoa tem dificuldade em dividir bens materiais e também em se desfazer daquilo que não é necessário. Esse apego tem origem no instinto primário de sobrevivência e dependendo do meio no qual a pessoa vive e foi criada, pode ser difícil de ser vencido. Nesse caso as pessoas acreditam que só serão felizes se possuírem isso ou aquilo e infelizmente acabam comprando coisas que nem sempre são úteis ou necessárias. O pior é que elas nem se questionam se precisam mesmo comprar; querem apenas possuir, possuir, possuir.

Para nos desapegarmos da matéria, é preciso entender que não precisamos possuir coisas para alcançarmos a felicidade, pois ela é um estado de espírito e é conquistada através do encontro com si mesmo, quando conseguimos resolver todos os conflitos e nos entregamos à Vontade Divina. É preciso acreditar que tudo aquilo que precisamos para o nosso crescimento e conforto será providenciado pelo Cosmos. Isso realmente exige um certo grau de desprendimento, de fé, acreditar plenamente na Providência Divina. Esse desprendimento vem da conscientização da união que temos com a Fonte Divina Original, que nos supre em todos os níveis, seja material ou espiritual.

Existe também o apego às emoções e sentimentos que estão ligados aos sentidos físicos, aos desejos de prazer e de felicidade ilusórios. Esse apego está ligado aos vícios e ao apego que temos às pessoas. Em relação às pessoas que amamos, queremos tê-las sempre ao nosso lado às vezes sob o nosso controle e posse. Nesse caso, o amor se confunde com apego.

Precisamos entender que ninguém é dono de ninguém, que cada um é dono do seu próprio nariz e deve ter a oportunidade de fazer suas próprias escolhas, viver a sua própria vida, fazer as suas descobertas e conquistar as suas próprias vitórias ou até mesmo derrotas. Não podemos ter tudo sob o nosso controle, ok? Esse apego pode revelar também o medo da solidão, medo de estarmos sozinhos com nós mesmos. Talvez seja o medo de enxergar as nossas próprias sombras e descobrirmos que o que realmente nos aflige são as nossas limitações e defeitos.

Já o apego aos vícios vem da insatisfação consigo mesmo e com o mundo, da baixa auto-estima, da crença ilusória na incapacidade de realizar algo ou de conquistar um lugar no mundo. Isso resulta em dependência de algo que traga uma satisfação superficial e imediata, mas que logo depois se dissipa. Na verdade o vício é uma fuga de si mesmo. Para trabalhar esse apego antes de mais nada é preciso reconquistar o valor próprio e isso depende não só do apegado mas também do meio em que ele vive. É o desapego praticado pela família do viciado, da comunidade envolvida, pois implica na fé no indivíduo, na sua capacidade de vencer o vício e também na disposição de ajudar a pessoa a se ver livre do vício.

Por último vem o mais difícil de ser detectado, que é o apego ao ego. Apego a idéias, conceitos e crenças que fomos adquirindo ou construindo durante a vida. Na verdade formamos a nossa personalidade de acordo com aquilo que acreditamos que vai impressionar os outros ou a nós mesmos. Criamos máscaras e personagens, quase míticos para conquistarmos o nosso espaço neste grande palco da vida. O pior é que nem sempre essas figuras dramáticas expressam a verdade sobre nós mesmos, são meras caricaturas, máscaras grotescas que escondem o nosso verdadeiro rosto, a nossa verdadeira alma.

Na verdade, falta-nos coragem para nos desapegar daquilo que acreditamos ser o nosso verdadeiro Eu, dos aspectos inferiores da nossa personalidade. Temos medo de encarar as nossas próprias falhas, os nossos limites. Precisamos entender que as sombras existem, precisamos apenas reconhecê-las para espantá-las para bem longe. Precisamos também acreditar no nosso potencial e na nossa capacidade de vencer.

Diante do exposto, entendemos que os apegos são causados pela ilusão na matéria, nos sentidos físicos, e no nosso ego que nos impulsiona a desejar uma falsa felicidade. Portanto, apego e desejos do ego estão intimamente ligados.

Para nos libertarmos do apego precisamos nos conscientizar de que o ser humano é a mais linda expressão da criação divina, que a Consciência Crística é inata em nós, ou seja, a sabedoria para lidar com as nossas questões do dia-a-dia está dentro de nós. Precisamos apenas descobrir a nossa verdadeira face iluminada pela Luz Compassiva do Amor, nos entregando de vez à Vontade Divina.

A única coisa que precisamos para ser felizes é sermos fiéis ao nosso Eu Superior. Precisamos SER e não TER.


Por Marta Magalhães

Você quer um amor, custe o que custar?


Algumas pessoas, depois de passar um longo tempo sem namorar, entram numa espécie de redemoinho de ansiedade e desespero, pensando e agindo de modo visivelmente desesperado para conseguir engatar um encontro, um caso, qualquer que seja a forma de vínculo.

Claro que a maioria nem percebe essa dinâmica desvairada que adota. Muitos acreditam mesmo que estão apenas "lutando" por alguém que lhes interessa - e nada mais natural. Mas a questão é que sempre tem alguém, ou melhor, essas pessoas se apaixonam e se desapaixonam quase que semanalmente.

Há ainda aquelas que nunca ficam sem uma história de "amor". Estão sempre enroladas e sofrendo. E, assim, terminam assumindo como seus aqueles perfis sustentados pelo azar: "tenho o dedo podre para relacionamentos", "só atraio pessoas erradas", "não nasci para ser feliz no amor", entre outros.

E, apesar disso, praticamente afogadas na inconsciência e na falta de autoconhecimento, essas pessoas não se dão conta de que precisam parar, olhar para si mesmas, sentir e, sobretudo, refletir sobre algumas questões básicas: "o que eu realmente quero?", "o que estou buscando no outro que, talvez, devesse encontrar antes em mim mesma?", "por que será que não tem dado certo?", "será que devo mudar algo em mim para que os encontros sejam mais harmoniosos?".

Se você tem se sentido angustiado, carente e frustrado porque não consegue namorar, cuidado com a cilada do "vou conseguir, custe o que custar". Veja bem: quando você se predispõe a pagar qualquer preço por uma companhia, só pra poder "provar", seja para si mesmo ou para quem quer que seja, que você é capaz de atrair um par, é muito provável que a conta, isto é, o tal preço de custo seja bem mais alto do que você imaginava.

Relacionamento tem de ser caminho para a evolução e não para a involução, para a autodestruição, para a aniquilação de autoestima, segurança e amor próprio. Amor tem de ser gratuito, fluido, gostoso. Encontro tem de ser leve, divertido, motivador. Namoro tem de ser sinônimo de troca, reciprocidade, acréscimo, encantamento.

Mas tudo isso de bom só é possível quando você tiver noção do quanto merece, do quanto realmente pode ser feliz. E, assim, em vez de pagar para ter alguém em sua vida, compreenderá que se fôssemos comparar o entrelaçamento de dois corações com uma negociação, estaria mais para uma permuta: você dá o seu melhor e recebe do outro o melhor que ele tem a oferecer. Ninguém precisa pagar nada. Não há custos, a não ser o da aprendizagem.

Portanto, pare de atirar para todos os lados, desperdiçar os seus dias em função de um outro que você nem sabe se lhe quer. Desespero não atrai e sim espanta, assusta. Lembre-se: para atingir um alvo, você precisa de foco, precisão e conhecimento. E para conquistar um coração, você precisa de sensibilidade, cuidado, respeito e autopercepção. Se conseguir exercitar o melhor dessas artes, é bem provável que você pare de pagar -e muito caro- para viver encontros que mais servem para te roubar toda sua esperança do que para te fazer feliz de verdade...
Por Rosana Braga

O maior dos tesouros


O tesouro mais valioso que o ser humano deveria ambicionar, conquistar, é a sua dignidade. Mas ela só pode existir na presença de um elemento essencial, que é a consciência.

Aquele que permanece inconsciente de seu próprio poder interior, torna-se presa fácil dos manipulares e se submete sem qualquer reflexão, às exigências provenientes do mundo exterior.

Ele é facilmente reconhecível por aqueles que possuam uma mínima capacidade de observação. Amolda-se a qualquer regra, sem nenhum questionamento, para garantir a aprovação e a estima dos demais.

Nem sequer percebe que está sendo usado por variados interesses e, um dia, pode ser surpreendido pelo descarte puro e simples daqueles a quem imaginava agradar.

A dignidade não permite que nos submetamos a circunstâncias em que o respeito à nossa condição humana esteja ausente. Quem confia no direcionamento ditado por sua consciência, está disposto a pagar o preço que for preciso para manter-se fiel a si mesmo.

Os relacionamentos que estabelecemos ao longo da vida, -sejam sociais, profissionais ou afetivos-, constituem o principal campo de provas para o exercício de nosso auto-respeito.

Abrir mão de nossa dignidade para ser aceito por quem quer que seja, é o caminho mais fácil para a dependência e a escravidão.

É essencial que busquemos, a cada momento, encontrar dentro de nós a resposta a este simples questionamento: estou vivendo em sintonia absoluta com minha dignidade?

Se não conseguirmos obter um sim a esta pergunta, é hora de começar a repensar a maneira como temos enxergado nosso próprio valor.

"Zarathustra divide a evolução da consciência em três símbolos: o camelo, o leão e a criança.
O camelo é um animal de carga, pronto para ser escravizado, nunca rebelde. Ele jamais consegue dizer 'não': é um crente, um seguidor, um escravo fiel. Este é o mais baixo nível da consciência humana.
O leão é uma revolução.
O princípio da revolução é um sagrado 'não'.
Na consciência do camelo, há sempre uma necessidade de alguém conduzir e de alguém para lhe dizer: "Tu deves fazer isto". Ele precisa dos Dez Mandamentos. Precisa de todas as religiões, de todos os sacerdotes e de todas as escrituras sagradas, porque ele não pode confiar em si mesmo; não tem nem coragem e nem alma e nem qualquer desejo pela liberdade: é obediente.
O leão é um anseio profundo pela liberdade, um desejo de destruir todos os aprisionamentos. O leão não tem necessidade de nenhum líder - ele é suficiente em si mesmo. Não permitirá que ninguém diga a ele: "Tu deves".- isto é insultante para o seu orgulho. Ele só pode dizer: "Eu quero". O leão é responsabilidade e um tremendo esforço para se livrar de todos os aprisionamentos.
Mas, mesmo o leão não é o mais alto pico do crescimento humano. O mais alto pico é quando o leão passa também por uma metamorfose, e se torna uma criança. A criança é inocência. Não é obediência, não é desobediência; não é crença, não é descrença: é pura confiança; é um sagrado 'Sim!' à existência e à vida e a tudo que esta contém.

... Zarathustra é absolutamente a favor do espírito forte. Ele é contra o ego, mas não contra o orgulho. O orgulho é a dignidade do homem. O ego é uma entidade falsa e não se deve pensar neles, jamais, como sinônimos.
O ego é algo que o priva da sua dignidade, que o priva de seu orgulho, porque o ego tem de depender dos outros, da opinião dos outros, do que as pessoas dizem. O ego é muito frágil. A opinião das pessoas pode mudar e o ego desaparecerá no ar.

... Zarathustra deixa absolutamente claro que ele é a favor do homem forte, do homem corajoso, do aventureiro que entra no desconhecido, por caminhos não trilhados, sem nenhum medo. Ele é a favor do destemor.

... A mais baixa consciência no homem é uma deformidade: ela quer ser escravizada - ela tem medo da liberdade, porque tem medo da responsabilidade;

... A mais baixa consciência do homem permanece ignorante e inconsciente, alheia, adormecida - porque, continuamente, está sendo dado a ela o veneno da crença, da fé, do nunca duvidar, do nunca dizer não. E um homem que não pode dizer 'não', perdeu a sua dignidade.

... Não se consegue fazer de um leão um animal de carga.
Um leão tem uma dignidade que nenhum outro animal pode suster; ele não tem qualquer tesouro, qualquer reino; sua dignidade está apenas no seu estilo de ser - destemido, sem medo do desconhecido, pronto para dizer 'não', até mesmo sob o risco de morte.

... E somente depois do leão - depois do grande 'não'-, o sagrado 'sim' de uma criança é possível.

... Há momentos, até na vida daqueles que estão tateando no escuro e na inconsciência, quando, exatamente como um relâmpago, algum incidente os acorda... e o camelo não é mais um camelo: uma metamorfose, uma transformação acontece.
Gautama Buda deixou seu reino quando tinha vinte e nove anos de idade, e a razão foi um súbito relâmpago: e o camelo se tornou um leão.

... A existência tem um interesse no investimento do seu despertar, porque o seu despertar vai acordar muitas pessoas.
E, como uma regra geral, toda a consciência da humanidade será afetada por isso. Isso imprimirá algo de sua grandiosidade em cada ser humano inteligente. Talvez possa criar o anseio profundo pelo mesmo, em muitos - talvez a semente possa começar a germinar. Talvez, aquilo que está dormente se torne ativo, dinâmico.

... Um homem que tenha um espírito rebelde - e sem um espírito rebelde, a metamorfose não pode acontecer - tem de dizer:.quero fazer seja o que for que a minha consciência sinta ser certo, e não quero fazer seja o que for que a minha consciência sinta ser errado. Exceto meu próprio ser, não há nenhum outro guia para mim.
... O leão não pode por si mesmo criar novos valores, mas ele pode criar a liberdade, a oportunidade na qual novos valores podem ser criados.
E quais são os novos valores?
Por exemplo: o Novo Homem não pode acreditar em nenhuma discriminação entre os seres humanos. Este será um novo valor: Todos os seres humanos são um só, a despeito da sua cor, a despeito da sua raça, a despeito das suas geografias, a despeito da sua história. Apenas "ser humano" é o suficiente.

... a verdade não é um brinquedo, você não pode comprá-la pronta... Você terá de procurá-la nos silêncios mais profundos do seu próprio coração. E, exceto você, ninguém mais pode ir lá.

... E onde quer que você fique sentado silenciosamente, meditativamente, amorosamente, você cria um templo de consciência ao seu redor. Você não precisa ir a lugar algum para adorar, porque não há ninguém mais elevado do que a sua consciência, a quem você deva fazer qualquer adoração.

....O verdadeiro sábio novamente se torna uma criança.
O círculo está completo - vir da criança de volta para a criança.
Mas, a diferença é enorme.
A criança, como tal, é ignorante. Ela terá de passar através do camelo, através do leão e voltar, novamente, para a criança - e esta criança não é exatamente a velha criança, porque ela não é ignorante. Ela atravessou todas as experiências da vida: da escuridão, da liberdade, de um impotente "sim", de um feroz "não" - e, não obstante, se esqueceu de tudo aquilo.
Isso não é ignorância, mas inocência. A primeira infância era o começo da jornada. A segunda infância é o complemento da jornada.

As Três Metamorfoses do Espírito -(Comentários de Osho sobre o Zarathustra de Nietzche)
Por Elisabeth Cavalcante