segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Um outro olhar sobre as relações


A vida é feita de encontros... e desencontros. Aliás, mais desencontros do que encontros. Porém, eles são imprescindíveis em nossa vida. Alguns acontecem de forma breve, num único encontro, onde conhecemos uma pessoa e trocamos algumas idéias e sorrisos ou trocamos olhares e palavras mais agressivas, mas começam e terminam ali mesmo. Outros, independentemente de como começam, são mais duradouros ou "para toda a vida".

Não importa se seja breve ou duradouro, bom ou ruim, cada encontro tem seu significado e importância em nossa vida. Só que nós não conseguimos perceber essa importância, agimos de forma tão mecânica e alheia à realidade, que não estamos atentos o suficiente para percebermos a magnitude do significado de cada encontro.

Algumas pessoas, que encontramos uma única vez, às vezes, são portadoras de "respostas" que estamos buscando há tempos, independentemente se, nessa breve interação, trocamos alegrias ou farpas.

Toda interação contém uma troca energética e é na energia que está contida a realidade do sentido de todos os encontros. Essas trocas sempre nos trazem informações preciosas que nosso Eu Real está tentando nos transmitir, mas não estamos conseguindo captar, e ele busca formas de fazer com que isso aconteça, dentro de suas limitadas possibilidades de expressão. Geralmente, seus esforços são em vão.

O problema é que, por estarmos embotados em nossos sentimentos e sentidos, não conseguimos captar a expressão da divindade do outro, que está sendo emanada em nossa direção, nos trazendo orientação ou um sinal que tanto estamos esperando. É na sutileza, nas entrelinhas que estão contidas informações preciosas que estamos precisando receber. Mas se estamos presos e entregues à mente racional e sabotadora que nos impede de "enxergar" a magnitude que existe na dinâmica oculta dos encontros, não conseguimos aproveitar a oportunidade e continuamos sem nossas respostas.

Em alguns encontros, a situação pode ser até mesmo de estresse, como por exemplo, numa situação de trânsito, onde possamos sentir muita raiva do outro e vir a trocar ofensas. Mesmo neste contexto, poderão estar contidas nossas respostas. Apesar de não ser o tipo de interação ideal, trocar ofensas e energia de raiva, isso poderá nos mostrar o quanto somos agressivos e intolerantes. Se tivermos um grau de atenção sobre nós, disposição, responsabilidade e boa vontade, isto poderá nos levar a um olhar para dentro de nós, a buscar uma compreensão do motivo que nos levou a externar tamanha agressividade. Por trás da agressividade, estarão contidos muitos dos motivos pelos quais contemos raiva, intolerância, dificuldade em lidar com a vida, etc e, também, muitos dos valores do nosso Eu Real, que estão aprisionados por trás dessa negatividade e não tem liberdade de se manifestar.

Se estendermos este mesmo conceito sobre os encontros que se transformam em relacionamentos, poderemos perceber que, nas dificuldades existentes em qualquer relacionamento, estão contidas as oportunidades para o autoconhecimento, pois poderemos aproveitar para nos descobrirmos no outro, usando-o como um espelho para nós, percebendo o quanto somos iguais; ou poderemos observar que nas diferenças e naquilo que não suportamos no outro, significa que contemos esses mesmos aspectos dentro de nós, e é por isso que os abominamos. Enfim, com as dificuldades, poderemos descobrir quem realmente somos, quais aspectos negativos carregamos, qual é a nossa realidade divina e, se tivermos esse olhar sobre a realidade e preciosidade dos relacionamentos, se nos aprofundarmos de verdade, poderemos descobrir respostas ainda mais preciosas, como por exemplo, o que "viemos fazer nesta vida", qual a nossa missão.

É somente no mergulho para dentro de nós, que encontraremos todas as nossas soluções, verdades e caminhos. Mas, se em uma briga, resolvermos ficar na posição confortável de vítima, sempre apontando os erros e defeitos do outro, sempre nos eximindo de qualquer responsabilidade dentro do que acontece, cobrando mudança do outro, sem reconhecer e aceitar que também devemos mudar, ao invés de usarmos o conteúdo da briga, para nos conhecermos mais a fundo, buscando a nossa responsabilidade dentro do que acontece, estaremos sempre nos mantendo em desequilíbrio e contribuindo para o desequilíbrio do outro.

Claro que não estou incentivando as brigas, mas como elas são inevitáveis até que encontremos o equilíbrio dentro da relação, então deveremos mudar nosso olhar sobre o significado das brigas e das pessoas com as quais convivemos. Passaremos a ver a beleza até mesmo nas dificuldades criadas.

Aprenderemos a nos conhecer e a nos aceitar como somos e, conseqüentemente, passaremos a conhecer o outro mais verdadeiramente e aprenderemos a aceitá-lo em sua totalidade. Conseguiremos enxergar a divindade do outro, mesmo com todas as suas negatividades.

De nada adianta querermos nos afastar das pessoas com as quais temos dificuldades - caso estas pessoas sejam importantes e façam sentido em nossa vida -, pois estas são verdadeiras oportunidades para nosso crescimento e desenvolvimento.

Quanto mais mergulharmos nas profundezas de nosso inconsciente, mais teremos condições de expandir nossa consciência. Em outra linguagem, como forma de expressar este conceito, poderia dizer que: quanto mais descemos em nosso inconsciente, mais subimos em nossa ascensão.

Mas este caminho requer coragem, determinação, humildade, boa vontade e, principalmente, responsabilidade. E então, você está disposto?

Por Teresa Cristina Pascotto


Em busca de uma relação saudável!


Se beleza física fosse fundamental para a felicidade, atores e modelos famosos pela privilegiada estética, seriam felizes para sempre. No entanto, sabemos que não é o que acontece na vida dessas pessoas, pelo fato de carregarem consigo as mesmas insatisfações da grande maioria dos "mortais".

O homem ocidental, baseado numa cultura que estimula a competitividade a partir da beleza física como atributo indispensavel para o sucesso, possui uma visão unilateral da vida e uma percepção linear da estética humana. Essa influência cultural, associada à genética, seleciona perfis ou biotipos como modelos de estética, e os meios de comunicação estabelecem a moda que dita regras de sucesso nas relações profissionais e interpessoais.

A cabeça feita, sem uma reflexão crítica da realidade midiática que constrói mitos baseados em valores superficiais do materialismo, tornam os indivíduos que perseguem obstinadamente esse ideal de beleza, pessoas insatisfeitas consigo mesmas, porque a satisfação parte do princípio de que não existem protótipos de beleza a serem, obstinadamente, perseguidos, e sim, uma orientação natural onde o saudável em primeiro lugar, associado à estética sem preconceitos, focam o indivíduo - seja ele do biotipo que for - a curtir uma vida sem neuroses.

A satisfação consigo mesmo segue a intuição natural que é ligada ao instinto de preservação da espécie humana. Portanto, a pessoa sedentária sabe que para garantir uma vida com mais qualidade na saúde e no relacionamento amoroso, deve seguir, equilibradamente, uma dieta alimentar e(ou) de exercícios físicos. Nesse sentido, a percepção de equilíbrio, que é inerente ao ser humano - e não a moda - é o que orienta o indivíduo na sua busca por um melhor nível de satisfação em sua vida.

No entanto, nos dias atuais, percebe-se um caminhar na contra-mão da orientação natural de equilíbrio. Revistas que se auto-intitulam "especializadas" em estética, vendem fórmulas milagrosas que transformam mulheres em princesas e homens em príncipes encantados, sem, no entanto, se darem conta que ainda existem "sapos enfeitiçados" e "belas adormecidas" no contexto das relações humanas.

O despertar da consciência para outros valores da vida, que vão muito além dos padronizados valores estéticos de beleza física, forma o contra-ponto da tendência atual que atinge os limites do exagero, da patologia e da alienação em relação à idolatria do corpo.

"Mens sana in corpore sano"(mente sã em corpo são), mensagem filosófica adaptada de uma mensagem crística relacionada ao corpo como sendo templo do espírito, ainda reflete o ideal de equilíbrio saudável que independe de biotipo ou de padrão de beleza física.

Os valores do espírito passam pela responsabilidade do corpo físico que nos foi confiado. Sem ele não haveria vida humana na dimensão em que, transitóriamente, existimos. Como referiu-se Jesus em sua mensagem original, o corpo é o nosso templo que deve ser cuidado e jamais negligenciado ou deliberadamente mau tratado.

Portanto, a linha natural que estimula o indivíduo a perceber-se como corpo, mente e espírito, é a filosofia que mais aproxima-se da estética do amor numa relação saudável consigo mesmo e com o outrem.

Os desequilíbrios bio-psíquico-espirituais emanam da percepção linear da vida, fruto da cultura materialista e fundamentada na visão unilateral da existência humana, sem reflexões, questionamentos ou buscas.

O despertar para a visão interdimensional, exige do indivíduo uma revisão de valores e, conforme o caso, ajuda psicoterapêutica para (re)encontrar o ponto de partida do equilíbrio vital.

Compreender que estética não é sinônimo de amor, e que relação saudável independe de padrões de beleza, mas de percepção - ou noção - de equilíbrio vital, é o primeiro passo a ser dado rumo ao saudável em nós mesmos.

Fazer das relações afetivas uma consciente associação entre amor, estética e vida, nos fortalece no sentido de novos valores adquiridos. Valores que passam pela percepção da interdimensionalidade de nossa existência, onde a beleza ganha uma dimensão nunca antes imaginada.

A busca de uma relação saudável consigo mesmo e com o outrem, é o maior desafio do espírito encarnado. Sem este vital estímulo, o indivíduo, como se fosse uma marionete que expressa a vontade de quem a manipula, permanece no "sono" da inconsciência por tempo indeterminado.

Despertar para a luz da consciência de si mesmo, inserido em uma realidade interdimensional, é estar preparado para uma melhor relação com o mundo em que vivemos, onde amor e estética são valores inseparáveis e imperecíveis.

Por Fávio Bastos

A importância de perdoar os pais e antepassados


Boa parte dos nossos conflitos emocionais surgem da nossa relação como os pais. Acredito que isso não seja nenhuma novidade. Mas por que surgem esses conflitos? Porque os nossos pais também guardam conflitos mal resolvidos com nossos avós, e acabam passando, de forma inconsciente, seu problemas para os filhos através de exemplos, atitudes e palavras. Se os nossos avós têm problemas de auto-estima, se sofreram problemas de rejeição, ou se têm qualquer tipo de questão emocional, é claro que isso irá afetar a relação com os nossos pais. Os nossos avós, por sua vez, também tiveram lá suas questões com o nossos bisavós. Os nossos bisavós influenciam os nossos avós, que influenciam nossos pais, que nos influenciam. E eu, você, iremos passar boa parte da negatividade adquirida que veio das gerações passadas para os nossos filhos, que por sua vez, irão passar para seus filhos... Creio que deu pra perceber a dimensão maior e mais profunda dos problemas que carregamos e que vão passando de geração em geração.

Temos uma imagem dos pais como seres que têm o dever de ser maduros e responsáveis. Essa é a nossa ótica na perspectiva do filho. E nessa perspectiva, é como se fôssemos crianças. Uma parte de nós, cobra dos nossos pais coisas que eles deveriam ter feito ou que deixaram de fazer, o carinho e a atenção que não recebemos da forma que queríamos e etc... No entanto, não vemos que nossos pais também são filhos. Sabemos disso racionalmente mas não conseguimos enxergar isso em uma dimensão mais profunda, nos colocando no lugar deles de forma verdadeira.

No consultório, é comum detectar em pessoas de todas as idades, mágoas que carregam dos pais de fatos ocorridos na infância. Alguns não têm consciência desses sentimentos, mas eles começam a brotar enquanto aplicamos a *EFT (técnica para auto-limpeza emocional, veja como receber um manual gratuito no final do artigo) e tem gente que fica bastante surpresa com isso. Vários pensamentos podem surgir do tipo: Se meu pai não fosse tão repressor... se minha mãe tivesse me defendido do meu pai... se minha mãe não tivesse me rejeitado... se eles tivessem me dado apoio emocional e financeiro...

Nesse momento, estamos vendo pela perspectiva do filho. Estamos observando a situação de forma pontual pelo filtro das nossas emoções negativas. Para alguém que está cheio de raiva e mágoa dos pais não adianta muito você dizer que eles erraram porque também são filhos que carregam seus traumas e conflitos. Essa compreensão se torna muito mais fácil e profunda quando aplicamos a EFT para dissolver os sentimentos de raiva e mágoa.

Sempre que chegam casos como esses, aplico bastante a técnica até que a pessoa sinta que conseguiu limpar e perdoar cem por cento. Em muitos casos, isso pode ocorrer de forma rápida, pois a EFT é uma técnica bastante eficaz, mas em outros casos pode demandar uma certa persistência. Qual a importância de se chegar ao perdão? A libertação que isso traz é muito profunda. Saimos do papel da vítima, da criança magoada, e passamos a ver nossos pais como seres humanos, como filhos também. Nos tornamos mais adultos. A sensação de leveza e de poder comandar o próprio destino se torna mais intensa pois não existe mais a necessidade de culpar alguém pelos nosso problemas. Nossos filhos também serão beneficiados pois deixaremos de descontar essas frustrações neles.

Questões mal resolvidas com os pais, quer sejam mágoas, rejeição, raiva, abandono, interferem de uma forma muito significativa em todas a áreas da nossa vida. Quanto mais em paz você estiver com seus pais, mais a sua vida flui. Não importa se eles foram bons ou ruins, se erram ou acertam muito ou pouco, o que importa é o quanto você está bem ou mal resolvido com essas questões. A EFT é uma excelente ferramenta para curar esses sentimentos, não importa o quanto tenha sido difícil o relacionamento no passado.

Faça um teste e comece a observar pessoas que têm relações problemáticas com os pais. Perceba como são essas pessoas estão em todas áreas. Estão prosperando? Se relacionam bem com amigos? Tem relacionamentos amorosos saudáveis? Como é auto-estima dessas pessoas? É possível que você detecte que, quanto piores as relações familiares, maiores as chances de se observar problemas em outras áreas.

Ao aplicar a EFT e chegar a um sentimento de perdão com relação aos pais, eu procuro aprofundar a visão da pessoa e estender o sentimento até os seus antepassados. Como é possível fazer isso? Eu faço rodadas de EFT falando sobre perdão, de forma positiva (mas só depois de limpar profundamente a negatividade, que isso fique bem claro!). Vamos ver um exemplo de uma rodada como essa:

- Topo da cabeça: Eu perdôo os meus pais por terem cometido tal erro/ Início da sobrancelha: Eu compreendo que eles devem ter herdados sua questões dos meus avós/ Lateral do olho: eu os perdôo por terem descontado em mim/ Embaixo do olho - Eu perdôo aos meus avós que influenciaram meus pais/ Embaixo do nariz - Eu perdôo meus bisavós que influenciaram meus avós/ Embaixo do lábio inferior - Eu perdôo a todos os meus antepassados/ Osso da clavícula - que porventura tenham contribuído para esses problemas que eu passei/ Embaixo da axila - Eu entendo que todos foram pais e filhos dentro de uma cadeia muito maior, e que não existem vítimas nem culpados.

- Topo da cabeça - Antes eu enxergava de forma pontual, agora vejo de forma muito mais ampla / Inicio da sobrancelha - Nenhum dos meus antepassados teve a chance de enxergar dessa forma/ Lateral do olho - Fico feliz em poder perceber esse padrão que vem se repetindo / Embaixo do olho - Pra que eu possa finalmente quebrá-lo, deixando de passar para os meus filhos/ Embaixo do nariz - Eu escolho assumir essa responsabilidade de mudar por que agora eu tenho consciência que posso / Osso da clavícula - Todas as gerações futuras serão beneficiadas / embaixo da axila - Eu agradeço por ter essa chance

Rodadas como essa costumam aprofundar a sensação de paz interior e compreensão, mesmo quando a pessoa relata que já está sentindo muito aliviada. Experimente fazer isso na auto-aplicação ou nos seus clientes, se você for um terapeuta. Verá o quanto é gratificante. Reforço que isso somente dará bons resultados quando você já tiver limpado bastante os sentimentos negativos de mágoa de raiva. Ficar em paz com os pais e antepassados é um excelente remédio para curar relacionamentos, saude física, todo tipo de questão emocional e melhorar a prosperidade.

Por André Lima - EFT Practitioner, Terapeuta Holístico, Mestre de Reiki e Engenheiro.

*EFT - Emotional Freedom Techniques - É a auto-acupuntura emocional sem agulhas. Ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas emocionais. Você mesmo pode se auto-aplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar, acesse: http://www.eftbr.com.br/ e solicite o seu manual. Veja também sobre cursos, atendimentos terapêuticos online e muito mais.

Inteligência


A maior parte de nós aprendeu que inteligência é, principalmente, a capacidade de aprender coisas, de assimilar conhecimentos e dominar plenamente o raciocínio lógico.

Entretanto, existe um outro conceito de inteligência, muito mais amplo e profundo, que consiste na capacidade de responder criativamente a cada circunstância da vida.

Responder criativamente significa não recorrer a qualquer solução pronta e definitiva para cada situação, e sim, sempre buscar dentro de si uma saída única e original, ditada fundamentalmente por sua intuição.

O guia interior, que todos possuímos, e que se manifesta através da chamada voz do coração, é a manifestação da Fonte original, de onde emana tudo o que existe no Universo.

É a ele que devemos recorrer, todas as vezes que a existência nos apresentar um problema, principalmente se este disser respeito à nossa própria vida, evitando, antes de tudo, a precipitação e a ansiedade.

Somente a partir de um estado de verdadeiro relaxamento é que poderemos encontrar dentro de nós a resposta pela qual ansiamos. E isto deve ser feito a cada momento, no agora, sem considerar o passado ou as soluções que foram úteis para outros.

Responder criativamente é libertar-se de condicionamentos e imposições externas, que podem levar a enganos e a impor a nós mesmos verdades inadequadas para a nossa natureza individual.

"Minha religiosidade nada mais é do que a ciência da desprogramação.

Este é um dos maiores dias da vida, quando uma pessoa começa a apreciar o vazio, a solidão, o nada, porque, então, será capaz de viver toda a sua vida meditativamente.

E viver meditativamente para mim significa ser amoroso, ser uma testemunha, estar alerta. Qualquer coisa que você esteja fazendo, faça-a com alegria e totalidade,
faça-a como se fosse a coisa mais importante do mundo neste momento.

Quando você faz qualquer coisa com tamanha intensidade, com tamanho amor, com tamanho respeito, você será transformado por isso. A menos que alguma coisa o transforme, não se trata de meditação.

Mas as religiões têm feito preces em nome da meditação, preces que nada mais são do que reclamações e desejos. Elas não o levarão para o seu ser mais interior ou para um estado superior de consciência - você permanecerá a mesma pessoa.

E em nome da meditação existem centenas de assim-chamados professores que estão explorando as pessoas. Seus ensinamentos são o disciplinar da mente praticando a concentração.

Mas a concentração é um fenômeno natural mental, um fenômeno que fortalece a mente, e meditação, em suma, nada mais é do que a criação de uma distância entre você e sua mente.

A meditação o transformará em um novo ser, um novo homem, uma nova consciência que não conhece nenhum medo, nenhuma seriedade, nenhuma avidez, nenhum ódio - a meditação conhece apenas o que o eleva mais e mais alto.

Então, ninguém é capaz de reprogramar você, ninguém, no mundo inteiro.
Osho

Por Elisabeth Cavalcante


Não tenha filhos...


Um assunto muito em foco é sobre filhos, tê-los ou não? Criá-los ou delegá-los? Assumi-los e amá-los com todas sua diversividade ou ignorá-los e entregá-los a própria dor e ilusão.

Encontrei esse contundente texto no blogger Trezentos, muito bem esplanado.

"Se você quer continuar levando a vida da mesma forma que leva sem filhos, não tenha filhos.

Ter filhos significa mudar tudo na sua vida, desde a hora de acordar até a hora de dormir e quanto dormir. Muda tudo.

Então se você não está preparado para isso, não tenha filhos.

Ou então, se você não está disposto a doar boa parte de seu tempo ( e de seu orçamento), não tenha filhos. Filhos demandam muito do nosso tempo, da nossa atenção, daquele dinheirinho guardado para aquela roupa ou sapato que estamos precisando mas que vão ter que esperar.

Necessidade dos filhos nem sempre pode esperar e ter um filho significa se doar por completo a esse outro ser humano em todos os aspectos: para se alimentar, para se lavar, para se limpar, para se vestir, calçar e andar… ele precisará de nós como nunca ninguém precisou.

E precisará de nós sem se importar se estamos cansados ou se estamos com aquele problemão para resolver. Ele precisa de nós, na maioria das vezes, do nosso sorriso, não importa o que esteja acontecendo. Porque eles precisam do nosso sorriso.

Então, se você não está preparado para se dar, não tenha filhos.

Se você não quer ter trabalho, não tenha filhos.

Se quer sair todo final de semana para ver aquele filme que foi lançado e que todos estão comentando, não tenha filhos porque nem sempre terá com quem deixá-los para ir ao cinema. Ou mesmo, eles podem ter uma gripe mais forte ou façam tanta manha que você não consiga sair de casa.

Se você é apegado às suas coisas, não tenha filhos. Eles, em sua ânsia em descobrir o mundo, vão mexer naquela sua caneca de estimação e deixar cair no chão. Acredite, isso acontece. E a caneca não volta e nem a criança fez de propósito. Mas que a caneca não volta, não volta.

Se sua casa é impecavelmente arrumada, cheia de enfeites que não podem ser tocados ou você vai ficar louco que aquele sofá lindo apareça com um risco de caneta, não tem filhos.

Se ainda você á homem e acredita que tudo com relação ao seu filho deve ser resolvido por sua esposa, não tenha filhos porque os filhos são do casal e um pai tem que participar de tudo, tanto quanto participou na hora de contribuir para a vinda desse filho.

Se você é mulher, prepare-se. Você será a grande referência dessa criança por muito tempo e é sua presença que ele vai solicitar sempre. Se você não está disposta em abrir mão da manicure, da escova e da hidratação semanal, não tenha filhos.

Claro que muitas pessoas dirão que há um certo exagero da minha parte. Eu penso que não, estou vendo nua e cruamente tudo o que um filho significa de mudança em nossa vida e se talvez, todas as pessoas soubessem disso antes de ter um filho, talvez decidissem por não ter. E não tenho dúvidas que muita gente que hoje deixa seu filho para ser educado pela escola, ou que não acha que tem que abrir mão de nada em favor dos filhos, teríamos menos crianças mal-educadas e negligenciadas no mundo.

E apesar de eu não achar que evitar filhos seja uma tarefa da mulher, infelizmente, somos nós que precisamos tomar as rédeas disso porque depois que o filho vem, é em nosso corpo que ele fica, e já no começo, o homem fica bem menos comprometido com este filho que pode não ter sido planejado ou desejado por ambas as partes. E a gravidez já é um grande exemplo de quem é que tem sua vida virada do avesso desde o começo, enquanto o pai assiste meio que de camarote.

Aí, depois que o filho nasce, é a gente que o alimenta por 6 meses exclusivamente em nosso peito. E novamente o homem fica ao lado, mesmo que participativo, dando suporte àquela situação completamente nova.

E neste ponto eu sou bem crítica com relação à função do homem e não penso que ele deva dar suporte. Ele tem que participar ativamente porque ele precisa fazer a sua parte nesta responsabilidade que é colocar um filho no mundo. Pra mim, homem não ajuda, homem participa.

Escrevo tudo isso porque numa mesma semana, vi mais de duas mulheres com 4 filhos, andando na rua, se virando e uma delas grávida de novo porque , além da falta de responsabilidade e orientação, os pais destas crianças, com certeza, deveriam estar dando suporte e não estão. Fazer o filho é fácil, assumir é que são elas. E independente da irresponsabilidade dessas mulheres depois de tantas gravidezes, são elas que estão na rua se virando e andando com aquele monte de filhos.

E coitados desses inocentes que não pediram para vir ao mundo.

E isso não é uma realidade da baixa renda. Conheço e já vi vários homens falando que não querem nem saber de trocar uma fralda. Então meu amigo, não tenha filhos, porque filhos sujam fraldasssss que precisam ser trocadas. E você mulher, se seu companheiro não pretende assumir tudo o que um filho demanda, escolha outro pai para seus futuros filhos, porque seu filho também merece coisa melhor.

Filhos precisam de amor, de dedicação, de tempo, de paciência.

Se não tivermos disposição para se doar, para que decidir ter filhos?"


Texto extraído do blogger Trezentos, escrito por Ana Claudia Bessa