terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quando menos é mais



Acredito que fazer menos e melhor é um desafio que muitas pessoas têm encarado cotidianamente. De uma forma ou de outra, estamos sempre em movimento, constantemente ocupados com o mundo exterior.

Nos momentos em que recuperamos a capacidade de auto-observação, nos surpreendemos com nosso comportamento robótico: realizando tarefas pré-programadas como zumbis...

Para não cairmos nesta rede viciada dos afazeres automáticos, Lama Gangchen Rinpoche nos alerta para encararmos o mundo como um grande supermercado, no qual devemos fazer nossas compras no Supermercado dos Bons Pensamentos. A princípio, esta idéia pode parecer o simples jogo do contente, como nos contos infantis de Pollyana. Mas, aqui se trata antes de tudo de uma escolha: como queremos nos relacionar conosco mesmos, com as pessoas e nosso meio-ambiente. Queremos agir a favor ou contra nosso fluxo de vida?

Naturalmente, a favor! Para tanto, temos que nadar contra o fluxo do Supermercado da Sociedade Moderna que está sempre nos fragmentando ao nos seduzir para comprar mais e fazer mais do que é necessário!

Quantas coisas fazemos ao mesmo tempo? Quem não fala no celular enquanto faz alguma outra coisa?

Por exemplo, a ciência nos alerta que quem costuma usar o celular ao volante corre sério risco de provocar ou de sofrer um acidente. Uma pesquisa recente, publicada na revista científica Neuron, mostra que ocorre um engarrafamento no cérebro, quando as pessoas tentam realizar duas tarefas simultâneamente. De acordo com os cientistas da Universidade Vanderbilt (EUA) que realizaram o estudo, a atividade cerebral fica mais lenta quando se tenta executar uma segunda tarefa menos de 300 milésimos de segundo depois da primeira. Mas quando as tarefas são realizadas com um segundo de intervalo, não há problema.

Um segundo parece muito pouco, mas quando nossas ações tornam-se simultâneas causa este efeito conhecido como "interferência da tarefa dupla": a atividade neurológica faz uma 'fila' onde a resposta neurológica à segunda tarefa é adiada até que a resposta à primeira seja completada. Ou seja, quando fazemos mais de uma tarefa ao mesmo tempo iremos precisar de mais tempo para realizar cada tarefa! Apesar de aparentemente estarmos ganhando tempo ao fazer tarefas simultâneas, estamos perdendo tempo, eficiência e precisão.

Temos que admitir: nosso cérebro foi concebido para trabalhar com o máximo de eficiência quando se dedica a uma única tarefa e durante períodos de tempo contínuos.

O ritmo atual de nossa sociedade já está muito acelerado para ser controlado. Por isso, cabe a cada um de nós saber quando e como não cair nesta rede de eventos simultâneos.

Lama Gangchen Rinpoche em seu livro Autocura NgalSo III (Ed.Gaia) nos aconselha: Todos nós fazemos compras no supermercado de informações e, por isso, devemos ter cuidado para comprar apenas o que é positivo, benéfico e útil para nosso dia-a-dia e rejeitar todas as informações negativas, venham de onde vierem. As notícias ruins só nos fazem sofrer, ficar cansados e fracos; não precisamos delas. Seguindo as informações negativas, corremos o risco de um dia perder toda a esperança e direção na vida.

Se um dia tivemos que nos esforçar para aprender a fazer múltiplas tarefas, hoje nosso esforço é exatamente o contrário: escolher menos para viver mais!

Por Bel Cesar


Independência



A verdadeira e real independência que podemos exercitar na vida é aquela ditada por nossa interioridade. Mas ela só se torna possível se aprendermos desde muito cedo a manifestar nossa vontade sem medo.

Aqueles que não tiveram a sorte de desenvolver-se num ambiente em que sua liberdade tenha sido estimulada e, ao contrário, foram reprimidos desde muito cedo na manifestação de seu poder interior, certamente seguirão dominados por uma profunda insegurança, sempre à espera da aprovação exterior.

Desconstruir tal condicionamento não é uma tarefa fácil, requer uma atenção permanente sobre nossos próprios sentimentos e desejos, e uma grande coragem para ir contra o julgamento alheio, que muitas vezes nos cobra um preço alto.

Mas não há outra maneira de fortalecer a auto-estima, senão confiar nos próprios insights. Nosso guia interior -que nos direciona para a verdade, o bem e a luz-, está sempre presente, à espera de nosso reconhecimento.

O problema é que não fomos ensinados a acreditar nele, mas sim no julgamento que o restante do mundo nos envia. Afinal, disto depende a maior ou menor aceitação que obteremos.

Quando aprendemos a confiar em nossa interioridade, ganhamos tal segurança que as opiniões alheias deixam de ter a mesma importância e, portanto, não as tememos como antes.

Ser fiel, acima de tudo, a si mesmo, é o segredo para uma existência livre de arrependimentos. Quando abrimos mão de nossos valores para agradar aos demais, o rancor certamente se instalará ao menor sinal de que nosso sacrifício não está sendo devidamente reconhecido e valorizado.

Passamos, então, a cobrar dos outros a conta de nossa infelicidade e a culpá-los por não nos dar de volta aquilo que esperamos. A única forma de evitar tal armadilha é aprender a dizer não para tudo aquilo que vá contra nossa verdadeira natureza.

Não tenha medo do que as pessoas vão dizer. Nunca tenha medo da opinião das pessoas - que é a maior prisão do mundo. Uma vez que você não tem medo das opiniões das pessoas, você é livre! Essa é a escravidão sutil: alguém que está continuamente considerando os outros.

Gurdjieff costumava dizer "NÃO CONSIDEREM!" - e ele está certo. O que os outros dizem é o negócio deles e o problema deles, mas não tem nada a ver com você.

Apenas olhe sua própria natureza, e tudo que é jubiloso virá com ela. Esta é a sua responsabilidade. Você não responde para mais ninguém, você responde apenas para Deus. E Deus ficará feliz em aceitá-lo de volta como uma criança ... de volta como Ele havia enviado você aqui: limpo, puro, inocente de novo....

OSHO

Por Elisabeth Cavalcante


Confiar



Sabe que já notei uma coisa, e especialmente nos meus trabalhos isso fica mais claro para mim... é que quando quero muito fazer eu não consigo e quando não quero eu consigo... Quando tento planejar como irá ser um trabalho e pensar sobre ele criando aqui e ali com os dados que tenho... não consigo... mas quando deixo o caso solto o Universo traz tudo em uma avalanche de sincronicidades que só me cabe olhar maravilhada a perfeição de tudo que chega de forma inesperada quando damos espaço.

No último trabalho do ano, então, fui tão envolvida por essa avalanche, que só ficava observando e obedecendo... sem entender muito a princípio sobre o fio que chegava... dessa vez as abelhas se faziam presentes... mas pouco a pouco o quadro ia tomando forma, sempre sem se revelar por inteiro... e percebo que a cada dia consigo entregar mais e mais o controle... mas que ainda tenho muito que soltar...

Nesse trabalho mesmo, teve um momento que senti até um pouco de medo, pela força que se manifestava... e naquele momento que antecede o início da vivência, lá no meu quarto... cercado se hibiscos e beija-flores... senti aquele medo de não dar conta... um frio na barriga... Pensei em tudo que tinha chegado... as abelhas.... os sonhos e sincronicidades... que indicavam um caminho... mas não definiam nada que eu pudesse entender completamente... e pensei mesmo que não ia dar conta... mas uma voz lá dentro me soprou baixinho que... eu podia não dar conta... mas o Grande Mistério com certeza daria e estaria no comando...

Naquele momento entendi a diferença entre o que estaria disponível se eu tivesse que dar conta só com meus recursos, mesmo que tivesse tudo sob controle e o que estaria disponível se eu realmente entregasse o controle para essa força maior...

Senti um alívio tão grande e uma certeza de que podia confiar plenamente, porque... assim como antes do trabalho o fio chegou com tanta força, que com certeza durante o trabalho a condução viria... e as coisas aconteceriam...
E assim foi... E fiquei muito agradecida e profundamente tocada pelas coisas tão bonitas que aconteceram...

Parece que o Universo me pede a cada dia que eu confie mais e mais e que abra mão das soluções conhecidas para que outras possam se manifestar... Sei que às vezes não é fácil deixar solto.... sem garantias... mas quando começamos a perceber que as coisas realmente acontecem de forma muito mais perfeitas do que sequer poderíamos imaginar, quando aceitamos essa parceria com o Grande Mistério, vamos soltando cada vez mais.. e mais... e nos maravilhando de como são infinitas as possibilidades que estão além do conhecido...

Sinto que estamos em um tempo em que precisamos deixar ir tudo que nos serviu de modelo, por mais bonito que tenha sido, porque sempre vem mais e mais... Acredito em novos recursos onde já se esgotaram as esperanças com o conhecido... Acredito nessa parceria com o invisível... com o Grande Mistério... que, quando fazemos a nossa parte nos surpreende com delicadezas e curas encantadas... Acredito que tudo é possível e que por pior que as coisas possam parecer, sempre podem surgir surpresas e coisas muito além das que conhecemos... como soluções para problemas que, com nossos recursos não seriam possíveis...

Mas para acessar essas infinitas possibilidades da criação, é bom deixar ir o controle e o que passou... e confiar que a Divindade em cada um espera silenciosa pelo nosso consentimento para estabelecer essa parceria mágica e de recursos inesgotáveis...

Por Rubia Dantés



Comparação



Uma das maiores fontes de sofrimento para o ser humano é sentir-se sem valor, inferior, inadequado. E isto acontece sempre que ele se compara a alguém que considera mais talentoso, mais bonito, mais seguro, ou qualquer outro atributo que se queira avaliar.

Para compensar seu sentimento de inferioridade, algumas pessoas passam, então, a criticar os outros, enxergando neles os defeitos que não suportam ver em si mesmos.

A única maneira de nos libertarmos deste círculo vicioso de sofrimento, é aceitar que todos, sem exceção, possuem talentos e limitações, o que os torna únicos à sua maneira.

Os que possuem uma baixa auto-estima, só conseguem enxergar em si mesmos defeitos e nenhuma qualidade. Mas é preciso entender que isto é um condicionamento, algo que lhes foi imposto, que resultou do julgamento que eles receberam do mundo exterior, e que não corresponde à realidade.

Ser capaz de descobrir suas virtudes e qualidades é a chave para que a libertação aconteça. Não existe meio mais eficaz de se chegar a esta resposta do que aprender a observar os próprios sentimentos e emoções com toda a isenção, sem levar em conta as opiniões e julgamentos alheios.

Através da prática constante e da experimentação, ou seja, da coragem para arriscar-se naquilo que o coração apontar como o caminho desejado, é que se chega, finalmente, a uma autoconfiança sólida, que nada pode abalar.

A sociedade tem explorado o indivíduo de tantas maneiras que é quase impossível acreditar. Ela criou dispositivos tão inteligentes e astutos que é quase impossível detectar que são dispositivos para explorar o indivíduo, para destruir a sua integridade, para tirar dele tudo o que ele tem - e, sem a criação de qualquer suspeita nele , até mesmo uma dúvida, sobre o que está sendo feito para ele.

A Inveja é um destes dispositivos tremendamente poderosos. Desde a infância, toda a sociedade, cada cultura, cada religião ... ensina comparação a todos.

E a criança é obrigada a aprendê-la. Ele é apenas uma tabula rasa, um papel em branco, sem nada escrito, por isso os pais, os professores, os sacerdotes escrevem sobre ele, ele começa a acreditar que é o seu destino, a sua sorte.

O homem entra na existência com todas as portas abertas, todas as instruções disponíveis, todas as dimensões para que ele escolha. Mas antes que ele possa escolher, antes que ele possa ser, antes que ele possa até mesmo sentir o seu ser, ele está estragado ....

Ciúme significa viver na comparação....Alguém está acima de você - isto dói. Isso mantém você lutando, passando por todos os meios possíveis - porque se você conseguir ter sucesso ninguém se importa se você teve sucesso corretamente ou erradamente.

Sucesso prova que você está certo; fracasso prova que você está errado. Tudo o que importa é o sucesso, então, qualquer meio valerá.... E aquele que está acima de você, está criando ciúme em você, ele conseguiu e você falhou.

.....Você não pode simplesmente pular fora da escada? Não, você não pode saltar. A sociedade é muito esperta, muito inteligente....Aprimorou seus métodos ao longo de milhares de anos. Por que você não consegue sair do círculo? - Porque alguém está abaixo de você, e isso lhe dá uma enorme satisfação.

Você vê a estratégia? Alguém está acima de você, cria o ciúme, a miséria, sofrimento, humilhação, sentimento de inutilidade ... que não foi capaz de provar a sua coragem, que não é homem o suficiente.... Faz você se sentir só, inútil, sem sentido, um fardo sobre a terra e nada mais.

Se ao menos este fosse o caso você teria que pular da escada, e você teria dito a essas pessoas na escada para ir onde eles quiserem ir. Mas você não pode, porque há pessoas abaixo de você, tão longe como você pode ver, existem degraus abaixo de você e degraus abaixo deles.

Isso dá uma grande satisfação, um grande sentimento que você passou tantos - você não é absolutamente inútil. Você provou que tem um pouco de força de vontade e você não é um fracasso, essas pessoas abaixo de você são suficientes para provar isso. Você está agora em um dilema: quando você olha para cima, uma grande desgraça cai sobre você, sempre que você olha para baixo, uma grande satisfação.

Agora, como você pode saltar da escada?

....Eu não desejo sentir que ninguém é inferior. Sim, é possível que uma coisa que você pode saber mais, alguém pode saber menos. Em uma dimensão pode ser talentoso, em uma outra dimensão alguém pode ser mais talentoso. Isso simplesmente mostra que as pessoas são únicas, têm diferentes qualidades.
Mas cada um tem a sua própria posição, incomparável. Eu nunca pensei em alguém como inferior, eu nunca pensei em alguém como superior.

.....Inveja é não ver um fato simples - que foram ensinados a ver a si mesmos como inferior a alguém, como superior a alguém. E você se tornou tão inconsciente dela que você está constantemente a julgar as pessoas como erradas inferiores, como superiores, tão bom, tão mau, certo.

Não julguem. Todo mundo é apenas si mesmo. Aceite o outro como ele é.
Mas isto é possível apenas se você se aceitar como você é, sem vergonha, sem nenhum sentimento de inutilidade.


...Se você continuar neste caminho - ser ciumento e competitivo de todos ao seu redor - como você pode chegar a si mesmo? ....Dentro de si mesmo você encontrará uma tranquilidade, uma serenidade, um silêncio, um tesouro incomensurável... todo mundo tem isso, se sabe ou não, isso é uma questão diferente. Saber e não saber - é a única diferença.

Mas... todos têm a beleza do mundo, do universo, todo o êxtase e a dança do universo. Sim, de diferentes maneiras que irão se manifestar....E você vai encontrar
somente quando você entrar em seu mundo de solidão, onde não há mais ninguém.

Lá, você tem de deixar a sociedade para trás ... porque a sociedade tem impedido você... Agora você é quase ninguém. Digo "quase" porque na verdade você é, pela primeira vez - mas em um plano totalmente diferente. Você nunca nem pensou sobre isso, que este pode ser o seu próprio ser, tão profundo e tão cheio e tão eterno.

E o que você vai perder, deixando de lado ciúme e competitividade e comparação? Nada. Você não tem nada a perder, senão suas cadeias, e você tem a ganhar todo o reino de Deus que está dentro de você.
OSHO
Da personalidade para a individualidade.

Por Elisabeth Cavalcante


Incertezas



Estamos em um tempo onde muitas coisas que nos davam segurança e em que confiávamos plenamente já não servem mais...
Para quem sempre aprendeu a colocar o poder lá fora, isso fica muito complicado e gera uma enorme insegurança. Aprendemos a querer certezas e quase não sabemos lidar com o que é incerto.
Cercamo-nos e acumulamos coisas que nos dão uma aparente estabilidade e segurança... fora e dentro de nós.
Fora acumulando coisas... dentro acumulando memórias e crenças que acreditamos que nos protejam e garantam uma estabilidade.

Num mundo onde a única coisa certa é a mudança... a impermanência... buscar estabilidade parece bem incoerente. Mas aprendemos assim e passamos a vida construindo castelos de areia, pensando serem sólidas construções...
Ao perceber que não podemos mais confiar em tanta coisa fora de nós, que antes nos oferecia segurança nós sentimos, às vezes, um frio na barriga... uma vontade de correr; mas... correr para onde?

Estamos em um tempo onde as estruturas que foram criadas em cima de coisas ilusórias estão sendo quebradas... tudo que foi criado com base em crenças e conceitos equivocados está sendo revolvido até as raízes.

Saber fluir com a incerteza é uma chave preciosa, uma vez que nossas certezas se baseavam nos conceitos do ego... que agora, muitas vezes, não vê saída diante das situações que nos são colocadas. Parece que o Planeta -e cada um de nós- está sendo passado a limpo e que nada mais pode ficar guardado debaixo do tapete...

É justamente quando nos julgamos sem saída... quando já esgotamos os recursos do ego... que nos rendemos...

Entregamos o controle a uma Força maior, porque reconhecemos que não podemos fazer mais nada... e aí os milagres podem acontecer... Nós não podemos encontrar a saída... mas a Divindade que está em cada um... e em Todos ao mesmo tempo... pode sempre nos levar além...

Estamos em meio a profundas transformações e diante de nós há a possibilidade de nos tornarmos quem verdadeiramente somos... sem os acréscimos e as limitações do ego...
Podemos acessar a simplicidade da Alma e com ela fluir livremente, fazendo a nossa parte no Plano Maior...

É preciso deixar ir tudo que ainda nos prende e limita e aprender a fluir na incerteza... aprender que não precisamos nos cercar de tantas coisas, confiando que o Grande Mistério nos dá o que precisamos a cada dia... Sei que esse não é um aprendizado fácil, diante da forma pela qual aprendemos a lidar com a vida... mas é o que de melhor podemos fazer nesses tempos de tantas mudanças.

Se estamos abarrotados até o teto de coisas e de memórias, nem deixamos espaço para que o novo... o que está além de tudo que é conhecido... possa se manifestar.

Mesmo as coisas que são muito boas podem prender... e às vezes representam uma prisão muito mais difícil de sairmos dela.
Se nos apegamos, mesmo ao que é bom e queremos manter aquilo em nossa realidade, é porque ainda não confiamos que o Universo possa nos trazer algo ainda melhor...

Soltar... deixar ir... aprender a fluir com a incerteza... sabendo que ela pode ser uma fonte inesgotável de surpresas... arriscar o novo... e nos abrir para a Vida que está sempre se renovando a cada novo dia... nos dá forças para acompanhar esse tempo... que pode não ser o mais fácil... mas é o que temos e pode esconder nas aparentes dificuldades a semente da tão buscada felicidade.

Por Rubia Dantés